Quem analisa a gestão deste bem e quais os desafios da humanidade para sua preservação é o ambientalista Marcelo Pereira
O Dia Mundial da Água, instituído logo após a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), volta a ser lembrado como um momento de avaliação sobre o uso e a proteção dos recursos hídricos.
Origem e significado da data
Mais do que um marco no calendário, a data foi criada para manter viva a discussão sobre a água como bem comum e essencial à vida. Serve como um alerta para que governos, empresas e cidadãos reflitam sobre o papel da água na sociedade, na economia e na manutenção da biodiversidade.
Escassez, uso e degradação
Segundo o professor Marcelo Pereira, da USP, a celebração é uma oportunidade para pensar a escassez como uma equação entre disponibilidade e uso. Mesmo em locais com abundância hídrica, o mau uso e a poluição provocam faltas. Ao mesmo tempo, a exploração inadequada tem causado degradação significativa dos ecossistemas aquáticos e ameaça a biota que deles depende.
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Responsabilidades e caminhos
Pereira ressalta a necessidade de avaliar em que quantidade, com que qualidade e de que maneira a água está sendo utilizada — tanto como suporte à vida quanto como insumo econômico. A gestão responsável passa por políticas públicas eficazes, práticas econômicas que incorporem o valor dos serviços ecossistêmicos e mudanças de comportamento individuais e coletivas.
O recado é claro: o dia deve servir para analisar ações positivas e identificar o que precisa ser alterado para garantir água suficiente e de qualidade para as próximas gerações.



