Médico oncologista fala sobre prevenção e a importância do diagnóstico precoce, que é fundamental para um tratamento mais eficaz
Hoje é o Dia Mundial da Luta Contra o Câncer e a atenção se volta para a prevenção e o diagnóstico precoce. Em São Paulo, médicos estimam que cerca de 180 mil casos serão registrados até o ano que vem, segundo dados apontados por profissionais ouvidos pela reportagem. Isabela Diogenes conversou com o oncologista Carlos Frui para esclarecer medidas práticas que podem reduzir o risco e aumentar as chances de cura quando a doença é identificada cedo.
Prevenção: hábitos que fazem a diferença
O oncologista destaca que é preciso distinguir prevenção do diagnóstico precoce. “Como prevenção, sem dúvida, controle da obesidade, redução do consumo de álcool, não fumar e uma alimentação saudável — com menos embutidos e mais alimentos naturais — são as principais atitudes para diminuir o aparecimento da doença”, afirma Carlos Frui. Praticar atividade física regularmente também é apontado como fator protetor.
Diagnóstico precoce: exames e orientações
Para identificar tumores em fases iniciais, o médico ressalta a importância de seguir protocolos de rastreamento e de observar sinais do próprio corpo. “Sempre ir ao médico e ficar atento aos sinais que podem aparecer é o principal”, diz Frui. Entre os exames recomendados, ele cita:
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- Mamografia: indicada para todas as mulheres a partir dos 40 anos, com consulta regular ao ginecologista;
- Colonoscopia: recomendada para homens e mulheres a partir dos 45 anos para rastreamento do câncer de intestino;
- Tomografia de tórax: indicada para pessoas com histórico de tabagismo intenso, para detectar precocemente o câncer de pulmão;
- Toque retal e PSA: exames sugeridos para homens a partir dos 50 anos no rastreamento do câncer de próstata.
Segundo o especialista, quando esses exames são realizados corretamente e em tempo oportuno, a mortalidade pela doença pode ser significativamente reduzida.
Orientação e acesso
Além das recomendações clínicas, Frui enfatiza a necessidade de campanhas de informação e de facilitar o acesso aos serviços de saúde para que a população possa realizar os exames recomendados. A combinação entre mudanças de hábito, atenção aos sinais e acesso ao diagnóstico precoce é, na avaliação do oncologista, o caminho mais efetivo para diminuir o impacto do câncer na sociedade.
Pequenas ações individuais, acompanhadas por políticas públicas de prevenção e rastreamento, podem ampliar as chances de cura e reduzir o número de óbitos pela doença.



