Data leva em conta a promulgação da ‘Lei Afonso Arinos’, que é a primeira no combate ao racismo no Brasil
Neste 3 de julho, Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial, é fundamental refletir sobre a luta contra o preconceito, que persiste no Brasil mesmo após mais de 70 anos da promulgação da primeira lei nesse sentido.
Racismo Direto e Indireto: Duas Faces da Mesma Moeda
Marina dos Santos Martins Camargo, presidente da Comissão da Igualdade Racial da OAB em Ribeirão Preto, destaca a importância da data, lembrando a evolução legislativa desde a Lei Afonso Arinos até a tipificação do crime racial. Ela explica a distinção entre racismo direto, mais facilmente identificável por meio de xingamentos e ataques direcionados a características físicas de pessoas negras, e o racismo indireto, mais sutil e intrinsecamente ligado ao racismo estrutural.
O Racismo Estrutural e suas Manifestações
O racismo indireto se manifesta na sub-representação de pessoas negras em posições de liderança e poder, em dados estatísticos e pesquisas que comprovam essa desigualdade. Além disso, outras formas de violência, como a violência estatal, obstétrica e sexual, também são consequências desse sistema.
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Um Caminho Contínuo de Luta
A data serve como um alerta para a persistência do racismo em suas diversas formas. A conscientização e a luta por igualdade racial são processos contínuos e imprescindíveis para construir uma sociedade mais justa e equitativa.



