Bebida brasileira está cada vez mais na moda, principalmente pela gourmetização
O café, uma paixão nacional, está presente na rotina de milhões de brasileiros. Mas o que define um bom café? Para muitos, a tradição familiar e o aroma inconfundível desde a infância são insubstituíveis. Neste Dia Nacional do Café, vamos explorar os fatores que contribuem para a qualidade da bebida e o porquê de o Brasil, maior produtor mundial, ainda ter um longo caminho a percorrer para valorizar seu próprio ouro negro.
Do grão à xícara: a busca pela excelência
A qualidade do café começa no solo e na altitude ideais, ingredientes fundamentais para um grão excepcional. No entanto, o consumidor brasileiro, cada vez mais exigente, busca praticidade e qualidade, encontrando nas cápsulas uma solução que preserva o aroma e o sabor. A revolução das cápsulas permitiu o acesso a diferentes tipos de café, com notas que vão do chocolate e amêndoas a frutas e caramelos, elevando a experiência sensorial.
O desafio do preço e a exportação
Apesar de sermos o maior produtor mundial, o brasileiro muitas vezes consome café de baixa qualidade devido ao preço. Um café de boa qualidade in natura custa em torno de R$ 12,00 o quilo, enquanto o café torrado, moído e embalado chega ao consumidor por cerca de R$ 15,00. Essa diferença de preço se deve, em parte, à exportação do café cru, sem a agregação de valor da torra, processo que é realizado em outros países, como a Alemanha, que se torna assim uma grande exportadora, mesmo sem produzir o grão.
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Um futuro aromático
O Brasil, segundo maior consumidor mundial de café, com um consumo médio de 4,9 kg de café torrado e moído por pessoa ao ano, tem uma relação complexa com a bebida. Embora apreciemos o café, somos educados a consumir produtos de baixa qualidade, priorizando a exportação do grão cru. Para valorizarmos o nosso café, precisamos investir em qualidade, desde a produção até o consumo, garantindo que o paladar brasileiro seja contemplado com o melhor que o nosso país pode oferecer.



