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Diferença de premiação entre atletas e paratletas brasileiros em Paris passa de R$ 100 mil

Quem conquistar o ouro nos Jogos Olímpicos fatura R$ 350 mil, quem levar nos Paralímpicos ganha R$ 250 mil
Diferença de premiação entre atletas
Quem conquistar o ouro nos Jogos Olímpicos fatura R$ 350 mil, quem levar nos Paralímpicos ganha R$ 250 mil

Quem conquistar o ouro nos Jogos Olímpicos fatura R$ 350 mil, quem levar nos Paralímpicos ganha R$ 250 mil

As diferenças nas premiações entre atletas olímpicos e paralímpicos brasileiros voltaram a ser tema de debate à medida que se aproximam as competições de Paris. Especialistas e gestores do esporte apontam que, apesar do sucesso internacional do esporte paralímpico do país, a recompensa financeira por medalhas permanece significativamente inferior à destinada aos atletas olímpicos.

Disparidade nas premiações

Segundo os valores hoje divulgados oficialmente, um ouro olímpico individual no Brasil rende R$ 350.000 ao atleta, enquanto o ouro paralímpico individual é remunerado em R$ 250.000 — uma diferença de R$ 100.000. A prata segue a mesma tendência: R$ 210.000 para medalhistas olímpicos individuais e R$ 100.000 para paralímpicos. A lacuna de remuneração vem suscitando críticas e questionamentos sobre critérios de valorização e investimento.

Defensores do ajuste afirmam que a disparidade não se justifica apenas pelas diferenças de estrutura necessárias ao treinamento paralímpico, que em muitos casos exige equipamentos e adaptações mais custosas. Para dirigentes e atletas, o debate deve avançar da constatação para propostas concretas que ampliem o apoio financeiro ao esporte paralímpico.

Apoio, formação e acesso

Além da questão dos valores, gestores ressaltam a importância de ampliar a infraestrutura e o atendimento desde a iniciação esportiva. Centros especializados, que atendem desde crianças até adultos, desempenham papel fundamental na detecção e no desenvolvimento de talentos. Interessados em orientação e oportunidades de treinamento são incentivados a procurar os centros paralímpicos regionais para obter informações sobre programas e inscrições.

O fortalecimento da base — com projetos de iniciação, capacitação de técnicos e acesso a equipamento adequado — é apontado como caminho para manter o desempenho de alto nível do Brasil nas competições internacionais e reduzir desequilíbrios socioeconômicos entre atletas.

Convocações, arbitragem e desempenho rumo a Paris

Outra pauta de destaque nesta temporada é a presença de árbitros brasileiros escalados para os torneios de futebol em Paris. Sete profissionais foram confirmados para atuar nos jogos, sinalizando reconhecimento internacional, ainda que levantando discussões domésticas sobre formação e qualidade técnica da arbitragem nacional.

No que diz respeito às delegações, o Brasil contabilizou 169 atletas classificados para os Jogos Olímpicos de Paris, que acontecem entre 26 de julho e 11 de atrássto de 2024. Em competições preparatórias, alguns nomes do atletismo e do paratletismo surgem como favoritos em provas de velocidade e revezamentos, o que amplia as expectativas por novas medalhas.

O cenário atual combina resultados expressivos e desafios estruturais: a agenda atrásra passa por medidas práticas que reduzam as diferenças e fortaleçam o suporte a todos os atletas, assegurando condições mais equânimes de preparação e reconhecimento.

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