Sobre a chegada do vírus à região e seus impactos no organismo, confira a explicação do infectologista Ulysses Strogoff
Para tranquilizar e alertar a população sobre a doença que vem sendo divulgada na mídia, conversamos com o infectologista Dr. Ulisses Strogoff.
Casos da doença: Isolados ou disseminados?
Segundo o Dr. Strogoff, ainda não é possível afirmar que o vírus esteja circulando com força na região. Os casos relatados até o momento são de pacientes que relataram viagens, sugerindo casos importados e não necessariamente uma disseminação local. A transmissão ocorre pelo contato, principalmente o contato íntimo, e não há motivo para pânico generalizado. O período de observação é longo, permitindo monitoramento eficaz dos contatos.
A doença, sua transmissão e sintomas
Apesar do nome, a doença não é transmitida por macacos. A nomenclatura se originou da identificação inicial do vírus em um animal, mas a transmissão ocorre entre humanos, principalmente pelo contato próximo e íntimo. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dor nas costas, dor muscular, calafrios e exaustão. A doença geralmente é autolimitada, com sintomas durando de duas a quatro semanas. Lesões na pele são um sinal de alerta que exigem avaliação médica imediata.
Prevenção e cuidados
O isolamento é recomendado apenas após a confirmação da doença. Para membros da família e contatos próximos, o acompanhamento médico é importante, mas o isolamento é necessário apenas caso apresentem sintomas. A higiene é crucial, com atenção especial à lavagem das mãos e à limpeza de objetos que podem conter secreções. A vacinação está em pauta, com o Dr. Strogoff reforçando a importância da atualização do calendário vacinal, principalmente contra doenças que causam erupções na pele, como catapora. Manter a vacinação em dia minimiza os impactos caso a pessoa contraia a doença.
Em resumo, a situação requer atenção e acompanhamento médico para casos suspeitos. A prevenção, por meio da higiene e da vacinação, é fundamental para minimizar riscos. A doença, embora preocupante, não exige um estado de alerta generalizado, desde que os cuidados necessários sejam tomados.



