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Dificuldade em contratar profissionais de saúde é obstáculo na abertura de novos leitos de UTI em Ribeirão

Prefeitura alega que o cansaço físico e psicológico têm levado muitos trabalhadores a pedirem demissão
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Prefeitura alega que o cansaço físico e psicológico têm levado muitos trabalhadores a pedirem demissão

Prefeitura alega que o cansaço físico e psicológico têm levado muitos trabalhadores a pedirem demissão

Os hospitais de Ribeirão Preto enfrentam dificuldades para ampliar leitos de UTI destinados ao tratamento da Covid-19, principalmente pela escassez de profissionais de saúde.

Esgotamento profissional e desistências

A alta demanda durante a pandemia levou muitos profissionais à exaustão física e emocional. Terapeutas ocupacionais, psicólogas e outros profissionais da linha de frente estão abandonando a carreira devido ao estresse, medo de contaminação e a sobrecarga de trabalho. Francine Di Castro, terapeuta ocupacional com 8 anos de experiência, e Fernanda Longini, psicóloga que atuou na unidade de emergência de um hospital, são exemplos dessa realidade. A preocupação com a contaminação de pacientes vulneráveis também pesou na decisão de Francine.

Dificuldades em novas contratações

A situação é crítica, com pelo menos 5 mil funcionários da rede particular de saúde de Ribeirão Preto tendo pedido demissão nos últimos seis meses, segundo Pedro Nilsson da Silva, gestor do sindicato dos empregados de saúde. Muitos profissionais tinham dois empregos e optaram por manter apenas um devido ao estresse e à pressão familiar. A dificuldade de contratação afeta principalmente médicos, com a concorrência entre hospitais agravando a situação. Pedro Palosso, presidente de um grupo que administra três hospitais particulares na cidade, destaca a dificuldade em encontrar profissionais capacitados para atuar em UTIs Covid.

Impacto na rede pública e privada

O problema não se limita à rede privada. O secretário municipal de saúde, Sandro Scarpeline, confirmou as limitações para a criação de novos leitos de UTI no SUS, apontando a falta de recursos humanos como principal obstáculo. A abertura de novos leitos enfrenta a resistência de profissionais saturados e cansados, mesmo com a possibilidade de aumento salarial. A situação demonstra a urgência em se buscar soluções para garantir o atendimento adequado à população e o bem-estar dos profissionais de saúde.

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