Conselheiro Tutelar de Ribeirão, João Manoel, explica que em Ribeirão houve aumento de reclamações de falta de vagas
As aulas da rede pública estadual retornaram, mas a alegria do retorno presencial se mistura com a preocupação de pais e responsáveis com a dificuldade de matricular seus filhos. O problema da falta de vagas em escolas públicas tem gerado reclamações e demonstra a contradição entre a volta às aulas e o fechamento de 79 escolas estaduais nos últimos anos.
Falta de Vagas e o Desespero das Famílias
O retorno às aulas presenciais expôs a dura realidade enfrentada por muitas famílias. Dona Angela Alves da Silva, por exemplo, relata que seu filho de 8 anos ficou mais de um ano sem estudar após a mudança para Ribeirão Preto, devido à impossibilidade de encontrar uma vaga em qualquer escola. Somente após muita insistência e “briga”, conseguiu matricular a criança. Situação semelhante viveu Ellen Vitória de Paulo Cordeiro Amaral, que tenta matricular a irmã desde dezembro sem sucesso, devido à falta de vagas próximas à sua residência.
O Fechamento de Escolas e a Ausência de Planejamento
Um estudo do Inep revela que entre 2017 e 2021, 79 escolas estaduais foram fechadas em São Paulo. O conselheiro tutelar João Manuel Belende Almeida afirma receber reclamações diárias sobre a falta de vagas, um direito previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. Ele critica a falta de planejamento do Estado e do município durante a pandemia, período em que a demanda por vagas na rede pública cresceu, enquanto escolas eram fechadas.
Leia também
A Necessidade de Planejamento e Soluções
O educador José Eduardo Oliveira reforça a necessidade de planejamento para atender à demanda crescente por vagas na rede pública, especialmente após a pandemia e a crise econômica que levou muitas famílias a buscarem a escola pública. A Secretaria Estadual da Educação justifica o fechamento de escolas pela relação com a demanda de estudantes em cada região, enquanto a Secretaria Municipal afirma trabalhar para atender a todos os alunos. A situação, no entanto, demonstra a urgência de políticas públicas efetivas para garantir o acesso à educação de qualidade para todas as crianças e adolescentes.



