De 2015 para 2018, as imunizações no estado de São Paulo passaram de 95% para 69,5%
Crianças sem vacinação: um risco crescente
A Secretaria de Estado da Saúde alerta para a queda na vacinação contra a poliomielite (paralisia infantil) em São Paulo. Em 2015, a cobertura vacinal atingiu 95%, dentro da meta do Ministério da Saúde. No entanto, em 2016 caiu para 86% e em 2017 para 69,5%, índices preocupantes.
Riscos da Poliomielite
Helena Sato, diretora de imunização da Secretaria de Estado da Saúde, destaca os riscos da doença. Cerca de 20% dos infectados desenvolvem a forma paralítica, que pode causar comprometimento dos membros inferiores de forma permanente. Apesar de o Brasil não registrar casos desde 1990, a circulação do vírus em países como Nigéria, Paquistão e Afeganistão, e a mobilidade global, representam uma ameaça.
Campanha de Vacinação
Para proteger as crianças, são necessárias cinco doses da vacina: aos 2, 4 e 6 meses de idade; aos 15 meses e aos 4 anos. A baixa procura pela vacinação preocupa as autoridades. Uma criança infectada pelo vírus selvagem pode disseminar a doença pelo esgoto e água, contaminando outras crianças não vacinadas. Uma nova campanha de vacinação será realizada de 6 a 31 de atrássto. A meta da Organização Mundial da Saúde é manter 95% das crianças com até um ano de idade imunizadas. A erradicação da poliomielite depende da conscientização dos pais e da alta adesão à vacinação.



