Em novembro de 2017, apenas 1,93% dos cheques voltaram por falta de fundos
A inadimplência de cheques no Brasil atingiu seu menor nível em três anos. Em novembro de 2022, apenas 1,93% dos cheques retornaram por falta de fundos, uma queda significativa em comparação aos 2,46% registrados no mesmo período de 2016.
Comerciantes Aumentam a Cautela
Uma das razões para essa redução é o aumento da cautela por parte dos comerciantes. Supermercados, por exemplo, exigem que clientes cadastrados apresentem seus cheques para consulta prévia antes da aprovação. Em entrevista, um gerente de supermercado explicou o procedimento: “Sobre o valor, sobre o nome da pessoa, como se encontra no mercado, entendeu? Então essa consulta é feita e dá um valor para o pessoal, um valor estipulado, para o pessoal poder gastar dentro do supermercado.”
Impacto nos Pequenos Comércios
O impacto da inadimplência de cheques também é sentido em pequenos negócios. Em uma loja de materiais de construção, mais de 50 cheques foram devolvidos desde 2011, representando um prejuízo significativo. Segundo o gerente, Walter Luiz de Mênis, “chegou a pegar 3% do faturamento da loja, era cheque devolvido. E isso estava ficando muito difícil para a loja, inclusive depois o mercado ficou muito retraído. Era uma perga muito alta isso aí. Mas hoje os cheques são raros na loja”. Para minimizar as perdas, a loja passou a aceitar cheques apenas de clientes antigos. Atualmente, 60% das vendas são feitas com cartão, enquanto o dinheiro representa uma parcela significativa, e o cheque corresponde a apenas 20% das transações.
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A tendência de queda no uso de cheques é confirmada pela opinião de comerciantes e consumidores. A facilidade e segurança do cartão de crédito e débito contribuem para a diminuição da utilização de cheques. Embora o dinheiro vivo ainda seja predominante no Brasil, a expectativa é de crescimento contínuo no uso de cartões de pagamento, aproximando o país das tendências globais.



