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Diminui o número de médicos na rede pública de saúde de Ribeirão Preto

Em 10 anos a quantidade de profissionais de medicina diminuiu de 603 para 522, queda de 13,4%
médicos rede pública Ribeirão Preto
Em 10 anos a quantidade de profissionais de medicina diminuiu de 603 para 522, queda de 13,4%

Em 10 anos a quantidade de profissionais de medicina diminuiu de 603 para 522, queda de 13,4%

Em Ribeirão Preto, o número de médicos atuantes na saúde municipal caiu 13,4% em 10 anos, passando de cerca de 1.200 para 1.040 profissionais. Essa redução, que representa uma diminuição de 522,81 médicos em comparação com 2008, preocupa o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Condições de trabalho precárias

Para o conselheiro do Cremesp, Eduardo Bim, as condições de trabalho precárias na rede pública são a principal causa da falta de médicos. A insegurança, com riscos de assalto e danos a veículos, aliada à ausência de um plano de carreira, desestimula os profissionais a atuarem no município. A falta de atrativos e a ausência de uma política de progressão na carreira contribuem para esse cenário.

Gestão e atendimento ineficazes

O coordenador da Comissão de Direito Médico da OAB, Fabrício Cleto, critica a gestão municipal do atendimento à saúde, apontando falhas na escala médica que prejudicam a população. Ele destaca o direito universal ao acesso à saúde e a necessidade de melhorias no sistema para garantir o atendimento a todos os cidadãos. A morte de um andarilho em um posto de saúde da Vila Tibério, onde não havia médicos no plantão apesar da escala prever dois profissionais, ilustra a gravidade da situação.

Soluções e perspectivas

O professor da Faculdade de Medicina da USP, Sebastião José dos Santos, acredita que o número de médicos ainda é suficiente para atender a demanda, mas que a gestão precisa ser melhorada. O Conselho Municipal de Saúde defende novas contratações e remanejamento de profissionais, considerando a demanda de cada região. A Secretaria de Saúde informou que a promotoria investiga se o problema é pontual ou crônico, e a Câmara Municipal convocou o secretário Sandro Scarpellini para prestar esclarecimentos sobre a morte do andarilho. A situação exige uma análise detalhada da gestão e da distribuição de profissionais para garantir o acesso adequado à saúde em Ribeirão Preto.

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