Foram 24 mortes nos primeiros quatro meses deste ano contra 27 no mesmo período do ano passado; confira o balanço
Apesar de uma leve redução no número de mortes no trânsito em Ribeirão Preto nos primeiros quatro meses de 2018 (24 óbitos contra 27 em 2017, uma queda de 11%), dados preocupantes merecem atenção.
Mudança no perfil das vítimas
O número de mortes de pedestres superou o de motociclistas, indicando uma mudança no perfil das vítimas. Essa tendência exige um alerta à população sobre os riscos de acidentes como pedestre, apontando para fatores como falta de atenção ao atravessar a rua, problemas com a sinalização e a própria estrutura da mobilidade urbana da cidade.
Fatores de risco e locais críticos
A pesquisa indica que 60% dos óbitos ocorreram dentro do perímetro urbano, com 70% das vítimas sendo pessoas acima de 50 anos, muitas com dificuldades de mobilidade. A maioria dos acidentes (quase 60%) envolveu mulheres. Locais com grande fluxo de veículos e a falta de uso de passarelas, mesmo onde disponíveis, contribuem para o problema. A instalação de semáforos acionados por pedestres em alguns pontos da cidade demonstra uma tentativa de mitigar os riscos, mas a cobertura ainda é insuficiente.
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Prevenção e conscientização
A solução passa por investimentos em mobilidade urbana que contemplem os pedestres, além de campanhas educativas para aumentar a conscientização tanto de motoristas quanto de pedestres. A recomendação é que motoristas pratiquem direção defensiva, observando o trânsito e a reação dos pedestres, enquanto os pedestres devem evitar distrações como o uso de celulares e fones de ouvido ao atravessar a rua. A redução de mortes no trânsito requer uma ação conjunta da população e do poder público.



