Governo disponibilizou R$ 10 bilhões, enquanto que a pedida foi de R$ 32 bi; ouça o ‘CBN Agronegócio’ com José Carlos de Lima Jr
Financiamento no Agronegócio Brasileiro: Um Cenário de Juros Altos
Os juros elevados impactam diretamente o financiamento agrícola, afetando a renovação de maquinário e investimentos em produtividade. Programas governamentais como o Moderfrota, que oferecia financiamento para modernização de frotas de tratores e implementos com juros pré-fixados de até 12,5% ao ano, esgotaram seus recursos (R$ 10 bilhões) em apenas dois meses, deixando muitos produtores sem acesso a essa linha de crédito mais amigável.
Alternativas e o Papel do Setor Privado
Com a escassez de recursos públicos, o setor privado tem assumido um papel cada vez mais importante no fornecimento de crédito ao agronegócio. Cooperativas e empresas privadas têm oferecido alternativas de financiamento, muitas vezes por meio de consorcios, minimizando o impacto da falta de recursos governamentais. Apesar disso, a demanda continua alta, considerando a expansão do agro brasileiro e a necessidade de modernização da frota de máquinas e equipamentos.
Impacto no Consumidor
A modernização da frota agrícola, por meio de equipamentos mais eficientes, resulta em maior produtividade e redução de custos. Isso se traduz em preços mais acessíveis para o consumidor final, beneficiando toda a cadeia produtiva. A eficiência no campo significa mais produtos disponíveis a preços mais baixos nas mesas dos brasileiros.
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Em resumo, o acesso a crédito para o agronegócio enfrenta desafios significativos devido aos altos juros e à limitação de recursos públicos. Embora o setor privado esteja contribuindo para mitigar essa situação, a necessidade de investimentos continua alta, exigindo soluções inovadoras e um planejamento estratégico para garantir a produtividade e a competitividade do setor agrícola brasileiro.