Segundo Rodrigo Stabeli, confusão tem acontecido por conta da mudança na maneira de notificação de mortes por Covid-19
A situação do coronavírus em Ribeirão Preto continua gerando debates e incertezas. A dificuldade na contagem de casos e a divergência entre prefeitura, governo estadual e o Plano São Paulo na definição da fase de restrições são os principais pontos de tensão.
Controvérsias na Contagem de Óbitos
Uma das principais polêmicas reside na metodologia de contagem de óbitos. O governo do Estado considera a data do anúncio da morte, enquanto outros métodos levam em conta a data da infecção, o que gera discrepâncias significativas. A utilização da data do óbito garante maior precisão, pois evita distorções causadas pelo tempo de análise dos exames, que pode levar até 14 dias. Essa diferença na contagem impacta diretamente na média móvel de óbitos, influenciando a classificação da cidade no Plano São Paulo.
Impacto do Plano São Paulo e o Comportamento da População
A confusão na contagem de dados atrapalha a avaliação do Plano São Paulo, que utiliza dados acumulados de mortes para classificar as cidades em suas fases. Apesar da capacidade hospitalar de Ribeirão Preto, a divergência na contagem levou a cidade à fase laranja, mesmo com a melhora em alguns indicadores. Paralelamente, observa-se um relaxamento na população, com aumento de aglomerações e redução no uso de máscaras, o que preocupa as autoridades.
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A Necessidade de Manter os Cuidados
Embora haja uma sensação de que a pandemia esteja diminuindo, os números absolutos de mortes e casos continuam crescendo. A média móvel pode apresentar quedas relativas, mas é crucial manter as medidas de segurança, como o uso de máscaras e o distanciamento social. A população precisa entender que a pandemia ainda está em curso e que o relaxamento das medidas pode levar a um aumento de casos e sobrecarregar o sistema de saúde. A conscientização e a responsabilidade individual são fundamentais para o controle da doença.


