CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Diretor da Fiocruz esclarece dúvidas sobre a varíola dos macacos

Segundo a Diretora de Vigilância em Saúde, Luzia Romanholi, há 13 casos confirmados e oito em investigação em Ribeirão
varíola dos macacos
Segundo a Diretora de Vigilância em Saúde, Luzia Romanholi, há 13 casos confirmados e oito em investigação em Ribeirão

Segundo a Diretora de Vigilância em Saúde, Luzia Romanholi, há 13 casos confirmados e oito em investigação em Ribeirão

A Secretaria de Saúde de Ribeirão Preto admite a possibilidade de subnotificação de casos de varíola dos macacos na cidade. Segundo Luzia Romanholli, diretora de vigilância em saúde, há 13 casos confirmados e 8 em investigação, todos acompanhados pela rede pública ou privada. Apesar disso, a falta de procura por atendimento médico por parte de alguns indivíduos compromete o controle da transmissão.

Subnotificação e Estigmatização

A subnotificação, um problema recorrente, dificulta o controle da disseminação da doença. Rodrigo Estabili, pesquisador da Fiocruz, destaca a rápida propagação da varíola dos macacos e a gravidade da situação, comparável ao nível máximo de preocupação do Ministério da Saúde. A estigmatização da doença, inclusive com declarações públicas minimizando o risco em determinados grupos, contribui para a subnotificação, impedindo um combate eficaz. Estabili enfatiza a importância de buscar tratamento sem receio de discriminação.

Riscos para Gestantes e Implicações na Educação

A entrevista aborda também os riscos para gestantes. Estabili explica que o vírus da varíola dos macacos pode atravessar a placenta, infectando o feto. Dados mundiais mostram desfechos preocupantes, incluindo abortos e natimortos. Sobre o impacto na educação, Estabili considera prematuro falar em suspensão de aulas, mas ressalta que uma rápida disseminação da doença pode exigir medidas de controle, como a interrupção de eventos de massa.

Sintomas e Transmissão

A varíola dos macacos se manifesta inicialmente com feridas na pele que evoluem de vermelhas para amarelas e estouram, liberando vírus altamente transmissíveis. No entanto, a transmissão pode ocorrer mesmo antes do aparecimento das lesões, através de secreções respiratórias. Sintomas como inchaço dos gânglios linfáticos, tosse, calafrios e dor abdominal devem ser levados a sério e justificam a procura por atendimento médico. Embora o contato com as secreções das bolhas seja a principal via de transmissão, a doença não é considerada exclusivamente sexualmente transmissível. O contato pele a pele, comum em relações sexuais, facilita a propagação, mas não a restringe a um determinado grupo populacional.

A entrevista reforça a necessidade de notificação de casos suspeitos para garantir o acompanhamento adequado dos pacientes e o controle da transmissão comunitária da varíola dos macacos.

Compartilhe

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.