Unidade está com mais de 100% de ocupação na sala de observação e 32 pacientes na fila de espera da ortopedia
A Santa Casa de Ribeirão Preto enfrenta uma grave superlotação, com a observação acima de 100% da capacidade e 7 dos 8 leitos de emergência ocupados. Há ainda 32 pacientes aguardando procedimentos cirúrgicos na ortopedia.
Alta Complexidade e Demanda
Segundo o Dr. Marcelo Puga, diretor técnico da instituição, a Santa Casa é referência em casos de alta complexidade, recebendo pacientes de diversas especialidades. Procedimentos cirúrgicos já agendados há 60 dias são impactados pela chegada constante de emergências, criando um colapso na estrutura hospitalar. Pacientes com cirurgias programadas podem ter seus procedimentos adiados devido à chegada de casos mais graves, gerando filas de espera e deterioração do estado de saúde de alguns pacientes.
Regulação e Transferências
O encaminhamento de pacientes é feito por meio de uma central de regulação estadual (Cross), que direciona os casos aos hospitais de acordo com a complexidade. A Santa Casa solicita reavaliação do sistema para desafogar a demanda. Apesar dos pedidos de transferência, a entrada de pacientes em urgência e emergência supera a saída, agravando a situação. Um núcleo interno de regulação (NIR) gerencia as vagas disponíveis e comunica a superlotação aos órgãos responsáveis.
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Condições de Trabalho e Situação Atual
O Dr. Puga destaca as condições de trabalho inadequadas para os profissionais, com médicos e cirurgiões sobrecarregados, especialmente na ortopedia. A situação na Santa Casa é flutuante, mas permanece crítica, com a emergência lotada, pacientes aguardando vagas em enfermaria e UTI, e uma extensa fila de espera para cirurgias, principalmente na ortopedia. A alta demanda e a espera prolongada por procedimentos podem transformar casos inicialmente controláveis em emergências.



