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Diretor do Butantã confirma acordo de exclusividade com o Ministério da Saúde para distribuição da vacina pelo SUS

Expectativa é que o processo de imunização da Covid-19 comece no dia 25 de janeiro no estado de São Paulo
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Expectativa é que o processo de imunização da Covid-19 comece no dia 25 de janeiro no estado de São Paulo

Expectativa é que o processo de imunização da Covid-19 comece no dia 25 de janeiro no estado de São Paulo

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, esteve em Batatais para discutir a CoronaVac, vacina produzida em parceria com a Sinovac. A visita foi acompanhada pela jornalista Iana Kennedy, que relatou a coletiva para a CBN Ribeirão Preto.

Eficácia da CoronaVac e Acordo com o Ministério da Saúde

Covas destacou a eficácia da CoronaVac, confirmando os resultados de 78% de eficácia geral e 100% contra casos graves. Ele também abordou o acordo de exclusividade com o Ministério da Saúde para a distribuição de até 46 milhões de doses até abril. Com este acordo, o Butantan deixará de se relacionar diretamente com estados e municípios, repassando a responsabilidade logística ao Ministério da Saúde. O início da campanha nacional de vacinação dependerá da aprovação da Anvisa.

Logística de Vacinação e Drive-Thru

Covas comentou sobre a possibilidade de utilizar o sistema drive-thru para a vacinação, afirmando ser viável desde que sejam seguidas as normas da Anvisa, garantindo o controle e o cadastro dos vacinados. Ele enfatizou a necessidade de 70% a 75% da população vacinada para o controle eficiente da pandemia.

Resultados de Pesquisas em Ribeirão Preto e Barretos

O diretor do Butantan mencionou os estudos realizados em centros de pesquisa de Ribeirão Preto e Barretos, com mais de 12 mil voluntários. Embora os dados ainda sejam sigilosos, Covas agradeceu a contribuição dos voluntários e pesquisadores, ressaltando a importância desses centros para a apresentação dos resultados à Anvisa. A Anvisa disponibiliza um painel online (www.gov.br/anvisa) para acompanhamento do processo de análise das vacinas.

A entrevista também contou com a participação do Dr. Eduardo Coelho, coordenador da pesquisa da CoronaVac no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Ele explicou a eficácia da vacina, comparando-a a um guarda-chuva: em condições de chuva fraca (profissionais de saúde), a proteção é alta (78% e 100% para casos graves); em condições de tempestade (população geral), a expectativa é que a eficácia seja ainda maior. O estudo continua em andamento, avaliando a produção de anticorpos e a duração da proteção da vacina.

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