Segundo Dimas Covas, vacina é muito promissora e a mais adiantada em todo o mundo
Vacina Butantan: Fase final de testes
O Instituto Butantan está na fase final de testes da vacina contra o coronavírus, a fase 3 do estudo clínico. Nove mil voluntários participam dos testes, distribuídos em doze centros. Um desses centros está localizado em Ribeirão Preto, no Hospital das Clínicas, onde profissionais de saúde que atuam diretamente com pacientes de COVID-19 já estão sendo vacinados. A expectativa é concluir a inclusão dos voluntários até setembro, com resultados de eficácia divulgados em seguida. A vacina é considerada promissora e a mais adiantada no mundo, com perspectivas de introdução rápida no Brasil, possivelmente a partir de janeiro de 2021.
Cenário epidemiológico e medidas de prevenção
Apesar da esperança em relação à vacina, estudos indicam a persistência de casos ativos de coronavírus até o início de 2021. Atualmente, a epidemia se encontra em um platô, sem crescimento ou queda significativa. Por isso, as medidas de prevenção, como o distanciamento físico, o uso de máscaras e o evitamento de aglomerações, continuam essenciais. Embora haja uma flexibilização da economia, é crucial manter essas medidas para evitar um novo aumento no número de casos. A manutenção do esforço coletivo na prevenção é fundamental para reduzir os números de casos e óbitos.
Distribuição da vacina e critérios de prioridade
Com a previsão inicial de 30 milhões de doses, a distribuição da vacina exigirá critérios de prioridade. Os grupos de risco, como idosos e pessoas com comorbidades, além de profissionais de saúde e segurança, serão priorizados. Indivíduos que já foram infectados pelo coronavírus e, portanto, imunizados naturalmente, não necessitarão da vacina inicialmente. A estratégia de distribuição buscará otimizar o uso das primeiras doses, seguindo critérios semelhantes à vacinação contra a gripe. O Ministério da Saúde será responsável por definir e anunciar o plano nacional de imunização, que deve contemplar a distribuição da vacina em larga escala.
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O investimento de um bilhão de reais solicitado ao governo federal para a produção em larga escala da vacina é crucial para garantir a sua disponibilidade para toda a população brasileira. A parceria do Instituto Butantan com uma indústria chinesa garante a produção de 60 milhões de doses, o que demonstra o compromisso em combater a pandemia. A prioridade é a saúde da população, e a expectativa é que o Ministério da Saúde incorpore rapidamente a vacina ao programa nacional de imunização, assegurando o acesso a todos os brasileiros.


