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Diretor do Hospital Ribeirania afirma que o lockdown deveria ter vindo antes

Pedro Palocci revela que os hospitais estão sufocados e que em breve não conseguirão atender a toda demanda
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Pedro Palocci revela que os hospitais estão sufocados e que em breve não conseguirão atender a toda demanda

Pedro Palocci revela que os hospitais estão sufocados e que em breve não conseguirão atender a toda demanda

Em meio ao aumento de casos de COVID-19, hospitais de Ribeirão Preto lançaram um apelo à população: o respeito ao lockdown. Em entrevista à CBN, o diretor clínico do Hospital Ribeirânia, Dr. Pedro Palosso, detalhou a situação crítica enfrentada pela cidade.

Situação Limite nos Hospitais

Segundo o Dr. Palosso, a situação vem se agravando nas últimas duas a três semanas. Há uma fila de espera por internação, e embora o sistema ainda consiga suportar o ritmo atual por alguns dias, a necessidade de uma ação imediata é crucial. A carta aberta dos hospitais visa sensibilizar a população para a importância de conter a transmissão do vírus.

A Necessidade de Lockdown

O Dr. Palosso explicou que o lockdown é a opção mais eficaz no curto prazo para frear a transmissão, já que a imunização em massa levará mais tempo. Embora medidas mais rigorosas pudessem ter sido tomadas anteriormente, o lockdown se impõe atrásra para evitar um colapso total do sistema de saúde. A alternativa seria a população morrer sem atendimento médico adequado, como já ocorre em outras regiões.

Aumento da Gravidade e Letalidade

Uma mudança preocupante é o aumento da gravidade da doença, com mais jovens apresentando casos graves e necessitando de internação prolongada em UTI. A taxa de mortalidade em pacientes de UTI subiu para cerca de 50%, com casos graves em pessoas abaixo dos 40 anos, inclusive sem comorbidades pré-existentes. O tratamento, embora eficaz, se limita a controlar os sintomas, e a resposta do organismo ao vírus se mostra mais difícil.

A abertura de novos leitos de UTI é dificultada pela falta de profissionais de saúde qualificados, como médicos intensivistas e técnicos de enfermagem. Embora haja esforços para aumentar a capacidade hospitalar, a principal dificuldade reside na escassez de pessoal treinado para lidar com casos graves de COVID-19. O exemplo de Araraquara, que reduziu em 50% a taxa de novos casos em duas semanas com medidas de restrição, serve como um alerta e um caminho a ser seguido por Ribeirão Preto.

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