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Diretor do Instituto Quaest destaca abstenção como principal motivo na diferença na pesquisa

Número de eleitores que não compareceram as urnas no segundo turno bateu recorde; 37,6% da população apta ao voto faltou
Diretor do Instituto Quaest destaca abstenção
Número de eleitores que não compareceram as urnas no segundo turno bateu recorde; 37,6% da população apta ao voto faltou

Número de eleitores que não compareceram as urnas no segundo turno bateu recorde; 37,6% da população apta ao voto faltou

Na véspera do segundo turno das eleições em Ribeirão Preto, Diretor do Instituto Quaest destaca abstenção, o Instituto Quest divulgou uma pesquisa contratada pela Ieptv que indicava uma vantagem significativa para o candidato Ricardo Silva, com 57% dos votos válidos, contra 43% de Marco Aurélio. No entanto, o resultado final mostrou uma disputa muito acirrada, com diferença inferior a meio por cento entre os dois.

Abstenção como fator decisivo

O diretor do Instituto Quest, Felipe Nunes, explicou que o aumento da abstenção foi um dos principais motivos para a diferença entre a pesquisa e o resultado real. Segundo ele, há um crescimento considerável no padrão de abstenção em todo o Brasil, mesmo com o voto sendo obrigatório. Em Ribeirão Preto, a abstenção no segundo turno chegou a 37,64%, quase 40% do eleitorado não compareceu às urnas.

Perfil dos eleitores que não votaram: A maior parte dos eleitores que deixaram de votar pertence a grupos de baixa renda e escolaridade, regiões onde Ricardo Silva tinha uma vantagem maior. A falta de mobilização desse público resultou em um desempenho abaixo do esperado para o candidato. Por outro lado, Marco Aurélio conseguiu atrair eleitores com renda e escolaridade mais elevadas, o que contribuiu para o resultado apertado.

Recorde de abstenção em Ribeirão Preto: De acordo com dados da Justiça Eleitoral, 179.700 dos 477.500 eleitores aptos a votar em Ribeirão Preto não compareceram às urnas no segundo turno, representando 37,6% de abstenção. Esse índice superou os registros proporcionais e absolutos do primeiro turno de 2024, que teve 33,51% de abstenção, e do segundo turno de 2020, que registrou 35,61%.

Informações adicionais

O aumento da abstenção, especialmente entre eleitores de baixa renda e escolaridade, tem sido observado em várias regiões do Brasil, influenciando os resultados eleitorais e desafiando a mobilização dos candidatos junto a esses grupos.

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