Professora responsável pela sala na EE Profa. Rosangela Basile também foi dispensada; turma tinha 21 alunos matriculados
Pais, professores e alunos da Escola Estadual Professora Rosangela Basili, em Ribeirão Preto, se mobilizam contra o fechamento de uma turma do primeiro ano do ensino fundamental. A professora Áurea Lúcia, com 61 anos de experiência, foi comunicada do desligamento e do fechamento da sala, alegadamente por baixo número de alunos. A docente contesta a justificativa, afirmando que pais tentaram matricular crianças na escola sem sucesso.
Fechamento da Turma e Impactos
Segundo a professora Áurea, a decisão pegou a todos de surpresa. A comunicação do fechamento ocorreu por meio de bilhetes enviados para os pais, informando que a partir de 2 de maio as crianças seriam realocadas. A professora relata ter passado mal ao receber a notícia e critica a falta de diálogo e consideração pela sua longa trajetória profissional. Além da professora, outros docentes se sentem sobrecarregados com a reorganização das turmas, considerando a falta de estrutura física adequada para receber mais alunos.
Protestos e Manifestações
A mãe de um aluno da turma, Alexandra Santos, defende a professora Áurea e critica a realocação das crianças em salas já lotadas. O Sindicato dos Professores do Ensino do Estado de São Paulo também se manifestou, denunciando não apenas o caso da Escola Rosangela Basili, mas também situações semelhantes em outras escolas, como a Escola Professor Walter Paiva. O diretor estadual do sindicato, Roberto Tofoli, destaca a impossibilidade de trabalho pedagógico adequado em salas superlotadas e questiona a falta de comunicação e transparência do governo estadual.
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Reação do Governo e Perspectivas
Em nota oficial, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo afirma que o redimensionamento de turmas é procedimento anual, baseado na demanda escolar. A secretaria garante a qualidade pedagógica e a manutenção do quadro de professores, negando a perda de aulas e afirmando que a Escola Walter Paiva não sofrerá redimensionamento. Apesar da nota, a situação gera grande preocupação entre pais, professores e alunos, que esperam uma solução que garanta o direito à educação de qualidade e a valorização dos profissionais da educação.



