Ataque a uma das principais petroleiras do mundo, na Arábia Saudita, afetou o fornecimento do combustível pelo mundo
Após o ataque à uma petroleira na Arábia Saudita, o mercado internacional de petróleo sofreu fortes impactos, e o Brasil começa a sentir os efeitos com a iminente alta nos preços dos combustíveis.
Aumento do preço do barril e impacto no Brasil
A explosão em uma refinaria saudita, responsável por 8% da produção mundial de petróleo, elevou o valor do barril em mais de 15%. Apesar do anúncio inicial da Petrobras de que não haverá aumento imediato, especialistas, como José Carlos de Lima Jr., afirmam que a estatal precisará repassar o aumento para o consumidor devido à crise econômica do país. Estima-se um repasse mínimo de 10% no mercado interno, podendo chegar a 40 centavos por litro caso haja novos ataques ou problemas na oferta mundial de petróleo.
Opiniões divergentes sobre o reajuste
Há divergências sobre a real dimensão do aumento. O diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Décio Odoni, afirmou em entrevista à CBN que não há motivos para alta, devido aos estoques brasileiros. Porém, admitiu a possibilidade de reajustes preventivos em alguns postos. O vice-presidente da Bras Combustíveis, René Abaddis, confirmou que o aumento já é observado em alguns locais. Em Ribeirão Preto, no entanto, o representante do Núcleo Postos Ribeirão, Fernando Roca, relatou que, até o momento, não há determinação das distribuidoras para reajuste, mantendo o preço da gasolina em R$ 3,99 em média.
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Preços atuais e fiscalização
A população pode e deve fiscalizar os valores dos combustíveis. Todos os dados estão disponíveis no site anp.gov.br. A situação permanece em observação, com o governo possivelmente intervindo para minimizar os impactos econômicos de um aumento significativo nos preços da gasolina e do diesel. A dependência nacional do diesel agrava a preocupação com a situação.



