Com vários bairros com crise hídrica, as empresas não conseguem atender a todos; cada caminhão-pipa custa R$ 400
A falta d’água em Ribeirão Preto tem afetado moradores, comércios e escolas. O problema, que em alguns locais se tornou crônico, se agrava com as altas temperaturas.
Água no Limite: Relatos dos Moradores
Moradores relatam a falta de água recorrente, principalmente em dias de calor. Em alguns bairros, como Campos Elíseos, o fornecimento é interrompido em horários específicos, sem previsão. A falta de caixa d’água em algumas residências agrava a situação, deixando famílias sem água quando o abastecimento público falha. O problema também atinge instituições como a creche Quintino Vilela, no Jardim Paiva, onde as aulas foram prejudicadas pela falta de água, inclusive para beber.
Impacto em Comércios e o Desespero da População
A situação afeta até mesmo empresas que vendem água em caminhões-pipa. A demanda está tão alta que muitas empresas não conseguem atender a todos os pedidos, com clientes relatando falta de água por mais de 48 horas. A dificuldade em obter água, tanto pela rede pública quanto por meios particulares, gera desespero na população.
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A Saerp e as Possíveis Soluções
A Saerp atribui a falta d’água à dependência do Aquífero Guarani, cuja recarga é lenta e depende das chuvas. A empresa afirma que a captação dos poços é limitada e sujeita a problemas como queima de bombas e falta de energia elétrica. A Saerp também destaca o alto consumo de água por habitante em Ribeirão Preto, um dos maiores do Brasil, e pede a colaboração da população para reduzir o consumo e adotar medidas de economia e reúso da água. Apesar das equipes trabalhando para normalizar o abastecimento, a empresa não informa prazos para a solução do problema.



