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Diversidade ajuda indústria se manter em Ribeirão Preto

Em todo Estado, indústrias acumulam queda de aproximadamente 10% nos últimos 12 meses
Diversidade indústria Ribeirão Preto
Em todo Estado, indústrias acumulam queda de aproximadamente 10% nos últimos 12 meses

Em todo Estado, indústrias acumulam queda de aproximadamente 10% nos últimos 12 meses

Em São Paulo, o estado mais rico do Brasil, a indústria enfrenta dificuldades para se manter estável. Dados recentes da FIESP e do CSP apontam resultados preocupantes sobre os indicadores de nível de atividade (INA).

Queda Contínua na Produção Industrial

Os números de atrássto, em comparação com julho, mostram um INA negativo de 2,3%. Em 12 meses, o cenário é ainda pior, com um INA negativo de 9,6%. Marcelo Maçoneto, gerente do CSP em Ribeirão Preto, expressa preocupação com essa queda contínua, ressaltando que a participação da indústria de transformação no PIB permanece em torno de 10%, patamar da década de 1950. Segundo Maçoneto, esse índice é muito baixo, pois enquanto o comércio e os serviços movimentam a riqueza, a indústria é fundamental para criá-la. O ideal seria uma participação entre 20% e 25%.

Ribeirão Preto: Diversidade como Amortecimento

Apesar do cenário negativo, Ribeirão Preto apresenta um quadro um pouco menos crítico. A diversidade industrial da cidade contribuiu para amortecer o impacto da crise. Setores como o da saúde, embora também afetados, sofreram menos que outros, como o metal-mecânico, voltado para a indústria de base e de suprimentos energéticos. A dificuldade em obter margens de lucro aceitáveis para investimentos significativos também contribui para a situação.

Desafios para o Crescimento Industrial

Para Maçoneto, a situação é agravada por diversos fatores, incluindo alta carga tributária, custos logísticos elevados e ineficientes, e taxas de juros reais altas – as maiores do mundo. Com a Selic em torno de 14% ao ano, fica difícil viabilizar projetos industriais com retorno estimado entre 5% e 10%. Em atrássto, apenas a metalurgia básica apresentou crescimento (1,1%), mas mesmo assim registrou queda de quase 10% no acumulado de 12 meses. Outros setores, como celulose e papel (-2%) e veículos (-14,1%), também registraram quedas significativas no período.

A situação da indústria paulista demonstra a necessidade de políticas públicas que promovam um ambiente mais favorável aos investimentos e ao crescimento do setor, crucial para a geração de riqueza e desenvolvimento econômico do estado.

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