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Dívida de R$ 1 milhão faz moradores de condomínio popular temerem ficar sem água

Síndicos do CDHU Wilson Toni, na Zona Oeste de Ribeirão, se reuniram na manhã desta sexta para tentar resolver o problema
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Síndicos do CDHU Wilson Toni, na Zona Oeste de Ribeirão, se reuniram na manhã desta sexta para tentar resolver o problema

Síndicos do CDHU Wilson Toni, na Zona Oeste de Ribeirão, se reuniram na manhã desta sexta para tentar resolver o problema

O conjunto habitacional Wilson Toni, localizado na zona oeste de Ribeirão Preto, enfrenta uma série de desafios desde sua inauguração em 2011. Promessas de infraestrutura, como uma praça, creche e campo de futebol, permanecem não cumpridas, frustrando as expectativas das 704 famílias que ali residem.

Dívida Milionária e Contas de Água

Uma das maiores preocupações dos síndicos é uma dívida superior a 1 milhão de reais, pendente junto ao Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (DAERP). Rosângela Cristina da Silva César, responsável por um dos prédios, relata que, mesmo após a individualização dos hidrômetros, a área comum continua sem receber cobrança, acumulando um débito significativo. “A gente sabe que tem essa dívida porque a nossa água foi individualizada para cada um, só que a área comum não recebe conta de água. E a gente sabe que existe uma dívida imensa lá, uma hora a gente vai ter que pagar”, afirma Rosângela.

Obras Paralisadas e Verbas Não Aplicadas

A área destinada à prática esportiva também é motivo de queixa. Wagner Jesus Melini, presidente da Associação dos Moradores do Bairro, possui vasta documentação que comprova o impasse nas obras. “Eu tenho em casa todos os editais que foi feio de do campo, já tem empresa vencedora, já saiu verba três vezes para fazer esse campo e ninguém começa essa obra do campo aqui”, desabafa. A ausência de uma creche, essencial para atender as mães que precisam trabalhar, agrava a situação. A praça, por sua vez, se resume a calçadas em torno de um terreno tomado pelo mato.

Mobilidade Urbana Precária

A mobilidade urbana é outro ponto crítico. As linhas de ônibus que dão acesso à Avenida Dom Pedro I, onde se encontram agências bancárias e unidades de saúde, não atendem o conjunto habitacional. Aparecida Rosa, representante de um dos blocos, sugere uma solução simples: desviar o trajeto das linhas Eugênio Mendes e Planalto Verde em apenas duas quadras. “Que suba aqui no Iusontone mesmo, que ele tem que descer para o outro lado, mas que a gente tem acesso a ele para poder ir nadar em Dom Pedro”, explica Aparecida.

Em resposta, o DAERP informou que está revisando a dívida de água e que manterá contato com os síndicos. Quanto aos vazamentos, a autarquia planeja substituir os relógios e cavaletes para eliminar o desperdício na parte externa. Problemas internos devem ser reportados à construtora.

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