Doença, que ainda não teve casos confirmados em outubro, é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti
A Secretaria de Saúde divulgou dados preocupantes sobre o aumento de casos de dengue em Ribeirão Preto. O boletim epidemiológico apontou um crescimento de 40% no acumulado de 2017 em comparação com o mesmo período de 2016.
Chikungunya: a maior preocupação
Apesar do aumento da dengue, a maior preocupação das autoridades de saúde é com a Chikungunya. A doença, transmitida pelo mesmo mosquito da dengue (Aedes aegypti), não teve casos confirmados em outubro, mas já causou grandes problemas em outras regiões do Brasil, principalmente no Nordeste. A Chikungunya se diferencia da dengue por sua evolução: enquanto a dengue apresenta sintomas agudos, a Chikungunya pode evoluir para uma fase subaguda, com duração de até três meses, e em alguns casos, cronificar, causando graves limitações aos pacientes. A necessidade de internação, dores articulares intensas e tratamentos prolongados são características da doença, reforçando a necessidade de controle do mosquito vetor.
Outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti
Além da dengue e da Chikungunya, a febre amarela também é transmitida pelo Aedes aegypti. Em Ribeirão Preto, foram confirmados apenas dois casos em macacos no início do ano, e a situação é considerada tranquila. Já os casos de Zika vírus apresentaram uma redução de 85% em outubro de 2017 em comparação com o mesmo mês de 2016. Apesar da redução nos casos de Zika, as autoridades de saúde mantêm a atenção, principalmente em relação às gestantes.
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Com a proximidade do verão e o aumento das chuvas, o risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti aumenta significativamente. A população precisa colaborar ativamente na eliminação de criadouros, seja em imóveis particulares ou em locais públicos. A conscientização e a participação individual são fundamentais para o controle do mosquito e a prevenção de doenças. A prefeitura disponibiliza canais de atendimento para solicitação de serviços de combate ao mosquito ou para informar sobre possíveis criadouros: 0800 7750 123 ou 3628 25.



