Ouça a coluna ‘CBN Multimídia’, com Edmo Bernardes
A linha tênue entre publicidade e artigo de opinião frequentemente se torna um desafio para o consumidor moderno. Uma nova legislação busca clarear essa distinção, protegendo o público de mensagens que podem confundir informação com promoção.
A Ética na Publicidade e a Clareza da Informação
Para Edmo Bernardes, profissional da área publicitária, a ética é fundamental para diferenciar os dois formatos. Em veículos como jornais e revistas, essa distinção costuma ser mais nítida, permitindo ao leitor analisar o conteúdo com calma e discernimento. No entanto, em meios como televisão e rádio, a linha pode se tornar mais tênue, exigindo maior atenção do público.
Informes Publicitários e a Garantia de Direitos
Um exemplo comum são os recalls de marcas de automóveis. Nesses casos, as empresas são obrigadas a veicular informes publicitários, indicando que se trata do cumprimento de uma exigência legal para evitar penalizações por falhas em seus produtos. A identificação clara como “informe publicitário” é crucial para que o público não confunda a mensagem com uma notícia imparcial do veículo de comunicação.
Mídias Digitais e a Autorregulamentação
A nova lei também aborda as mídias digitais, como blogs, onde análises de produtos e serviços podem, por vezes, servir como forma de divulgação. Veículos de comunicação estabelecidos possuem manuais comerciais que orientam os anunciantes sobre o que é permitido e o que é proibido, promovendo a ética e a moralidade nos anúncios. Anúncios excessivamente sexualizados, por exemplo, podem ser barrados por violarem essas normas.
O consumidor é o maior beneficiado, contando com o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) para dirimir dúvidas e tomar medidas cabíveis em casos de publicidade enganosa.
Em última análise, a busca por transparência e a autorregulamentação são pilares essenciais para garantir que a publicidade seja ética e informativa, permitindo ao consumidor tomar decisões conscientes.



