Quem tira essa dúvida é o sommelier cervejeiro Carlos Braghin na coluna ‘Cerveja de Conteúdo’
O programa Cerveja de Conteúdo discutiu as diferenças entre os tipos de IPAs. Muitas pessoas acreditam erroneamente que todas as IPAs são iguais, mas a verdade é que existem diversas variações, com sabores únicos.
Origem e Características das IPAs
O estilo IPA surgiu na Inglaterra do século XVI como uma variação das Pale Ales. A principal característica das IPAs é o uso intenso de lúpulo, resultando em um amargor acentuado. No entanto, o tipo de lúpulo utilizado influencia significativamente o sabor final. Lúpulos ingleses, por exemplo, produzem IPAs mais terrosas, enquanto os norte-americanos resultam em IPAs mais cítricas e aromáticas.
Subestilos e Variações
Além das diferenças regionais (inglesas e americanas), existem diversos subestilos de IPAs, como as Black IPAs (que utilizam maltes escuros), as Belgian IPAs (com ingredientes belgas) e as Session IPAs (com teor alcoólico reduzido). A variedade de lúpulos e ingredientes utilizados, combinada com diferentes técnicas de produção, resulta em um amplo espectro de sabores e aromas.
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Equilíbrio e Teor Alcoólico
O equilíbrio é a chave para uma boa IPA. A combinação de diferentes lúpulos permite criar IPAs que agradam a diversos paladares. É importante destacar que, apesar do amargor intenso, o teor alcoólico das IPAs varia. IPAs tradicionais geralmente possuem entre 6% e 7,5% de álcool. Já as IPAs com o prefixo “Imperial” ou “Double” tendem a apresentar teores alcoólicos mais elevados. O índice IBU (International Bitterness Units) indica o nível de amargor da cerveja, sendo um número maior indicativo de maior amargor.