De um sonho nasceu uma das sorveterias mais tradicionais da região; confira a história de três gerações no ‘Nossa Gente’
A trajetória da Sorveteria Pisani, em Ribeirão Preto, é uma deliciosa saga familiar que atravessa gerações e se mistura com a história da imigração italiana no Brasil. Começando com Bernardino, um imigrante que chegou ao país para trabalhar na lavoura de café e que, movido por um sonho, abriu uma sorveteria no início do século XX.
De carrinho de mão a sorveteria: os primórdios
Sem formação na área, Bernardino utilizava métodos criativos para gelar o sorvete: comprava blocos de gelo da fábrica de cervejas Antártica, quebrava-os e misturava com sal para atingir temperaturas negativas, batendo o sorvete manualmente. Inicialmente, ele vendia o produto em um carrinho de mão pelas ruas, oferecendo apenas dois sabores: leite e limão.
A segunda e terceira gerações: inovação e crescimento
Orlando, filho de Bernardino, herdou o negócio e abriu uma sorveteria física. Apesar de seu amor pelo ofício, ele não desejava que seus filhos seguissem seus passos. Renato, no entanto, após uma formação em Engenharia Química e um período como professor, decidiu assumir o negócio familiar, impulsionando a sorveteria para um novo patamar. Com a ajuda de seu pai, Renato transformou a pequena gelateria em uma indústria, modernizando os equipamentos e processos de produção.
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Da tradição familiar à indústria moderna
A decisão de Renato de modernizar a produção e se tornar uma indústria, inicialmente recebida com receio pelo pai, resultou num sucesso. A empresa cresceu, superando os desafios da gestão familiar e do mercado competitivo. A história da Sorveteria Pisani é um exemplo inspirador de adaptação, inovação e perseverança, mostrando como a tradição familiar pode se unir à modernidade para construir um negócio de sucesso.



