Ouça o primeiro bloco do programa deste sábado (24)
Neste sábado, a CBN Ribeirão Preto recebeu Ana Rafaela Felopes, enfermeira coordenadora do setor de transplante do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto; Judith do Santo Silva, enfermeira da Organização de Procura de Órgãos; Rosália Antunes Foschini, oftalmologista e vice-diretora do Banco de Olhos de Ribeirão Preto; e Solange Alexandre Silva, também do Banco de Olhos. Juntas, elas discutiram a importância da doação de órgãos e o processo de transplante.
A fila de espera por transplantes
Em Ribeirão Preto, a maior demanda é por rins, com 12 mil pacientes na fila de espera em todo o estado. Apesar do índice de doadores ser considerado bom na região, a alta demanda se deve à possibilidade de pacientes aguardarem o transplante realizando hemodiálise, um procedimento que substitui temporariamente a função renal.
Doação de órgãos: um ato de solidariedade
A doação de órgãos pode ocorrer tanto em vida (rim, parte do pulmão e fígado) quanto após a morte encefálica. A doação de órgãos de doadores falecidos é mais comum devido a complicações fisiológicas e sociais. A conversa com a família sobre a vontade do doador é crucial para facilitar a decisão no momento da perda. A fila de espera é um processo contínuo, com novas pessoas entrando constantemente. Zerá-la seria um desafio monumental, pois as doenças que levam à necessidade de transplante são contínuas.
O processo de doação e transplante
A Organização de Procura de Órgãos trabalha com pacientes em morte encefálica, explicando a situação à família e buscando a autorização para a doação. O processo envolve a central de transplantes, que coordena a seleção dos receptores e a logística da captação e transplante dos órgãos. Para córneas, o tempo de retirada é menor e a doação pode ocorrer mesmo com o coração parado. A doação de múltiplos órgãos pode beneficiar diversas pessoas. Campanhas de conscientização são realizadas em escolas e hospitais, com intensificação em setembro (Setembro Verde). A doação de órgãos em vida é possível, mas menos comum devido aos riscos envolvidos. Após o transplante, o objetivo é a reabilitação completa do paciente, permitindo seu retorno à vida social e profissional. A visão é fundamental para a qualidade de vida, e o transplante de córnea pode trazer uma transformação significativa para o paciente.
A doação de órgãos é um ato de solidariedade que transforma vidas. A conscientização da população e a conversa aberta sobre o tema são fundamentais para aumentar o número de doadores e reduzir a fila de espera por transplantes.



