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Doador de órgãos São Carlos ‘dá a vida’ para sete pessoas no estado

Os rins do paciente, de 39 anos, foram trazidos para o HC Ribeirão; saiba como funcionam os processos de um transplante
doador de órgãos
Os rins do paciente, de 39 anos, foram trazidos para o HC Ribeirão; saiba como funcionam os processos de um transplante

Os rins do paciente, de 39 anos, foram trazidos para o HC Ribeirão; saiba como funcionam os processos de um transplante

São Carlos vivenciou mais um ato de solidariedade com a realização de um segundo procedimento de doação de coração em 2023. A família do doador permitiu a retirada de órgãos, dando início a uma corrida contra o tempo para levar o coração até o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, onde presenteou alguém com uma nova vida.

Uma Cadeia de Solidariedade

O processo envolveu diversos profissionais de saúde de diferentes cidades. Foram sete vidas transformadas graças à doação, com quatro equipes de hospitais e municípios distintos participando da operação. Thiago da Silva, coordenador de Enfermagem da Santa Casa de São Carlos (onde o doador estava internado), destaca a importância da conversa com familiares sobre a doação de órgãos. Neste caso, a família já havia vivenciado um caso similar e optou pela doação antes mesmo da abordagem da equipe médica, demonstrando a crescente conscientização sobre o tema.

Logística e Precisão Médica

Uma equipe do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, foi responsável pelo transporte do coração. A médica anestesista Caroline Mann-rick explica a necessidade de manter o doador anestesiado para preservar a oxigenação e evitar a liberação de substâncias que poderiam danificar os órgãos. Os rins foram para o HC de Ribeirão Preto, as córneas ficaram com a equipe da Santa Casa de São Carlos, e o coração seguiu para o Albert Einstein. O transporte do coração foi uma corrida contra o tempo, com a equipe tendo quatro horas para levá-lo ao receptor. Carlos Zimberg, biomédico especialista em transplante, ressalta a complexidade logística da operação, que exigiu agilidade e coordenação entre várias equipes e cidades.

Um Ato de Esperança

A operação envolveu o deslocamento de ambulância até um avião da Força Aérea Brasileira, com José Ricardo Curi, médico de urgência e emergência, destacando a emoção do momento e a gratificação em salvar vidas. A mensagem final é clara: a conversa com a família sobre a doação de órgãos é fundamental para que mais vidas possam ser salvas, transformando a dor da perda em um ato de esperança e solidariedade para muitas outras famílias.

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