Desde 24 de setembro somente quem tem um certificado pode depositar o lixo no local, segundo a Cetesb
Criticado por empresários, o descarte de resíduos do setor calçadista de Franca enfrenta impasse.
Resíduos sem Destino
Há três anos, o vencimento do Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental (CADRI) impede o descarte de resíduos do setor calçadista de Franca no aterro sanitário da cidade. A exigência do documento, feita pela CETESB e pela Indef (empresa municipal responsável pelo aterro desde 24 de setembro), pegou os empresários de surpresa, que cobram um prazo maior para adequação.
Impacto nos Produtores
A situação impacta diretamente os produtores. Sem local adequado para descarte, os resíduos, principalmente do curtume (restos de couro), acumulam-se nas fábricas em tambores. O presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca, José Carlos Brigagão do Couto, solicita seis meses para adequação, considerando o tempo necessário para análises em laboratório e aprovação pela CETESB. O custo do descarte aumentou de R$ 20 para R$ 80 por tambor, forçando o transporte para outras cidades.
Leia também
Proposta e posicionamento da Indef
A Indef afirma ter ciência da exigência do CADRI devido a decisão judicial e que, desde o vencimento do registro coletivo do setor em 2018, o sindicato não se manifestou sobre a regularização dos resíduos junto à CETESB. A empresa defende a licença individual (CADRI) por prevenir problemas e garantir segurança no descarte. Apesar de alegar reuniões constantes com o sindicato desde junho, a situação permanece sem solução, gerando transtornos e custos adicionais para os empresários calçadistas.



