Investigado pela Operação Sevandija, proprietário da Atmosphera cometeu suicídio na noite de sexta-feira
Em meio à inesperada morte de Marcelo Plastino, dono da empresa Atmosfera, que cometeu suicídio na sexta-feira à noite, o Ministério Público apreendeu documentos em seu apartamento que podem auxiliar nas investigações da Operação Cevandija.
Documentos apreendidos e investigações
O conteúdo dos documentos, encaminhados ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), está sob sigilo. O promotor Marcos Túlio Nicolino, presente na apreensão, informou que foram encontrados pendrives, computadores e documentos manuscritos e digitalizados relacionados a fatos ocorridos após o início da operação. Segundo ele, os documentos trazem novas provas, incluindo nomes já citados anteriormente e outros novos, e contribuirão significativamente para as investigações, inclusive para elucidar aspectos relacionados à morte do empresário.
Sigilo e respeito ao luto
O promotor do Gaeco, Leonardo Romanelli, embora não tenha comentado sobre o conteúdo específico, confirmou que os documentos podem trazer novos indícios. Ele ressaltou a importância do respeito ao luto da família e que a divulgação de informações ocorrerá no momento oportuno. A investigação segue em andamento, conduzida pela Polícia Civil e Promotoria de Ribeirão Preto, sob a guarda do Ministério Público.
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Contexto da Operação Cevandija
Plastino era considerado peça-chave no esquema de corrupção que fraudou contratos de licitações somando mais de R$ 200 milhões. Preso em 1º de setembro, foi solto em 6 de outubro. Conhecido pelos “cafezinhos”, encontros com servidores públicos para distribuição de propinas, Plastino, segundo familiares, estava deprimido. As investigações seguem em andamento.


