Em 2015 uma obra licitada pela empresa foi realizada pela segunda colocada no pregão, a Atmosphera, sem nenhuma explicação
Novas evidências reforçam a suspeita de fraudes em licitações na Coderp durante a gestão da ex-prefeita Darci Vera em Ribeirão Preto. Um pregão aberto em 2015, para uma obra de R$ 9.691.000,00, ilustra o caso.
Disparidade entre Vencedora e Executora
A Construtora 1.017 venceu a licitação com a proposta de R$ 9.691.000,00, enquanto a empresa Atmosfera apresentou uma proposta de R$ 9.749.000,00. Apesar disso, a Atmosfera, de Marcelo Plastino, foi quem executou o trabalho. A Construtora 1.017, embora tenha cumprido todos os trâmites legais, não recebeu a ordem de serviço.
Indícios de Combinação de Preços
A ausência de recursos por parte da Construtora 1.017, que venceu a licitação, contra a decisão, levantou suspeitas de combinação de preços. O advogado Jorge Sanches, da Amaribo (ONG que combate a corrupção), destaca esse ponto como crucial. A proximidade física entre as sedes das duas empresas, a apenas um quarteirão de distância, no Jardim América, também chama a atenção.
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Organização Criminosa e Desvio de Dinheiro Público
O promotor do Gaeco, Walter Manuel Alcauzalópis, afirma que foi montada uma organização criminosa na administração municipal, envolvendo agentes políticos dos poderes Executivo e Legislativo, com o objetivo de desvio de dinheiro público para compra de apoio político. Apesar das investigações, nenhum representante da Construtora 1.017 foi encontrado para esclarecer a falta de recursos contra a decisão da licitação. A empresa não é investigada no processo da Cevandija, e todos os investigados no caso da Coderp negam envolvimento em esquema de corrupção.
O caso demonstra prejuízos aos cofres públicos e à população de Ribeirão Preto, reforçando a necessidade de apuração completa dos fatos.


