Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
O dia é dedicado a reforçar a luta contra a AIDS e a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. No entanto, profissionais da saúde expressam preocupação com o aumento de casos de contaminação por HIV entre adolescentes.
A Percepção de Risco Diminuída entre Jovens
Segundo a infectologista Renata Bidouche, que atua em um centro de referência em Ribeirão Preto e coordena o programa DST/Aids da Secretaria de Saúde de Sertãozinho, muitos jovens possuem uma visão equivocada sobre os riscos da doença. Existe uma sensação de imunidade, talvez por não terem vivenciado o início da epidemia de HIV. Embora os tratamentos tenham evoluído significativamente, o vírus ainda não tem cura, e há um distanciamento da prevenção entre os jovens.
Resgatando a Conscientização e a Prevenção
Os esforços estão sendo direcionados para resgatar valores familiares e promover rodas de conversa com adolescentes para identificar suas vulnerabilidades. É crucial conscientizar que qualquer pessoa pode adquirir o vírus, desmistificando a ideia de grupos de risco específicos, como existia no início da epidemia. Surpreendentemente, muitos jovens que recebem o diagnóstico já possuem um bom nível de informação sobre a doença, inclusive com vivências no ensino superior.
O Impacto do Diagnóstico e a Adesão ao Tratamento
Embora o impacto do diagnóstico possa não ser tão forte quanto no passado, devido aos avanços no tratamento, a adesão rigorosa à rotina medicamentosa é fundamental para garantir a qualidade de vida. O coquetel antirretroviral oferece uma excelente resposta, mas exige compromisso e disciplina por parte do paciente.
Panorama Epidemiológico
De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, estima-se que cerca de 718 mil pessoas vivam com o vírus da AIDS no Brasil. As maiores taxas de detecção da AIDS também têm sido observadas em pessoas acima de 50 anos. Em Ribeirão Preto, foram confirmados 144 casos de AIDS e 150 pessoas infectadas pelo HIV, segundo a vigilância epidemiológica.
A conscientização contínua e a prevenção permanecem sendo as armas mais eficazes contra a propagação do HIV, garantindo a saúde e o bem-estar da população.



