A doença renal crônica afeta cerca de 10% da população e muitas pessoas não sabem que têm o problema. O alerta é do médico nefrologista Felipe Miranda, que destaca a importância do diagnóstico precoce para evitar complicações mais graves.
A data de 12 de março marca o Dia Mundial do Rim, campanha global criada para conscientizar a população sobre a prevenção e o rastreamento da doença. Segundo o especialista, a doença renal costuma evoluir sem sintomas nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico. Os sinais mais evidentes geralmente aparecem apenas em estágios mais avançados.
“Na maioria das vezes o paciente não vai ter nenhum sintoma. Quando aparecem, já são sinais mais tardios, como enjoo, falta de apetite ou redução do xixi”, explica o médico.
Principais causas
As principais causas da doença renal crônica são diabetes e hipertensão arterial, consideradas hoje os principais fatores de risco. Outros hábitos também podem prejudicar o funcionamento dos rins, como o uso excessivo de anti-inflamatórios, automedicação, consumo de álcool e uso de anabolizantes ou suplementos sem acompanhamento médico.
O diagnóstico pode ser feito com exames simples, como a dosagem de creatinina no sangue e exame de urina. A partir desses resultados, os médicos conseguem avaliar a chamada taxa de filtração dos rins, que indica o nível de funcionamento do órgão.
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De acordo com o médico, quando a doença renal se torna crônica, não é possível reverter completamente o dano já causado aos rins. No entanto, o tratamento pode ajudar a controlar a evolução da doença e retardar possíveis complicações ao longo dos anos.
O especialista orienta que pessoas com fatores de risco, como pressão alta, diabetes ou histórico familiar da doença, façam exames regularmente para acompanhar a saúde dos rins.



