‘Tabu’ de que é uma doença majoritariamente dos homens tem acometido cada vez mais mulheres; ouça o Dr. Fernando Nobre
As doenças cardiovasculares permanecem como a principal causa de morte no mundo, e as mulheres têm apresentado um aumento significativo nos casos de infarto, contrariando a ideia de que se trata de uma doença predominantemente masculina. A subnotificação e o subtratamento contribuem para esse cenário.
Fatores de Risco e Diferenças entre os Sexos
Apesar de compartilharem os mesmos fatores de risco – tabagismo, estresse, consumo de álcool, sedentarismo, obesidade, hipertensão e dislipidemia – as mulheres, embora em menor escala, também estão expostas a eles. A proteção hormonal dos estrógenos até a menopausa explica a incidência de infarto em idades mais avançadas nas mulheres (por volta dos 70 anos), em comparação com os homens (65 anos, em média).
Sintomas e Diagnóstico
Embora os sintomas do infarto sejam semelhantes em ambos os sexos (dor no peito, aperto, suor, náuseas e vômitos), as mulheres podem apresentar sintomas atípicos, como falta de ar, fraqueza, fadiga e suor. A presença de fatores de risco associada a esses sintomas atípicos exige atenção médica para um diagnóstico preciso. O tratamento, em geral, é semelhante para homens e mulheres, com evidências de que as mulheres podem apresentar melhor evolução com procedimentos como a angioplastia com implante de stent.
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Prevenção e Qualidade de Vida
A prevenção do infarto é crucial para uma vida mais longa e saudável. Para isso, é fundamental adotar hábitos de vida saudáveis, como: abandonar o tabagismo; praticar pelo menos 150 minutos de atividades físicas aeróbicas por semana; manter o peso adequado; controlar os níveis de colesterol e açúcar no sangue; evitar o consumo excessivo de álcool; e gerenciar o estresse. Com esses cuidados, homens e mulheres podem reduzir significativamente o risco de infarto e desfrutar de uma melhor qualidade de vida.