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Doenças causadas pelo contato com a água das enchentes no RS preocupam autoridades

Registro de casos e mortes por leptospirose aumentam no estado; Rodrigo Stabeli, acompanha tragédia in loco e comenta a situação
Doenças causadas pelo contato
Registro de casos e mortes por leptospirose aumentam no estado; Rodrigo Stabeli, acompanha tragédia in loco e comenta a situação

Registro de casos e mortes por leptospirose aumentam no estado; Rodrigo Stabeli, acompanha tragédia in loco e comenta a situação

O Rio Grande do Sul permanece em situação de emergência devido às fortes chuvas e enchentes que atingem a região, Doenças causadas pelo contato, provocando uma série de desafios sanitários e sociais. De acordo com o pesquisador da Fiocruz, Estabele, a população enfrenta não apenas os impactos diretos das inundações, mas também o aumento de doenças relacionadas à água contaminada e ao ambiente insalubre.

Doenças associadas às enchentes: Entre as principais preocupações estão as doenças diarreicas agudas e a leptospirose, Doenças causadas pelo contato, esta última causada pela bactéria presente na urina de mamíferos, especialmente ratos. A contaminação ocorre quando a água das enchentes mistura-se com o sistema de esgotamento sanitário, expondo as pessoas ao risco de infecção. No estado, foram registrados cerca de 400 casos suspeitos de leptospirose, com 40 confirmações e três mortes até o momento.

Para combater essa situação, foi lançada uma campanha de conscientização para evitar o contato com águas contaminadas. Além disso, a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), sob o comando de Estabele até o dia 2 de junho, instalou quatro hospitais de campanha que já realizaram quase 5 mil atendimentos, com foco no diagnóstico e tratamento da leptospirose.

Escala da calamidade e comparação histórica

O pesquisador ressaltou que a área afetada pelas enchentes no Rio Grande do Sul é quase seis vezes maior do que a região atingida pela grande enchente de Guaíba, que causou muitas mortes no passado. Além disso, o estado já enfrentava uma emergência em saúde pública devido à dengue, o que agrava ainda mais a situação, com múltiplas doenças coexistindo em meio à crise.

Atuação da Força Nacional do SUS: A Força Nacional do SUS é uma equipe multidisciplinar composta por médicos, aeromédicos, especialistas em salvamento, climatologia e hidrologia, entre outros profissionais. Essa equipe atua em diversas situações de desastre no país, oferecendo atendimento rápido e especializado à população afetada. No Rio Grande do Sul, a força tem sido fundamental para o atendimento emergencial e para o restabelecimento dos serviços de saúde.

Desde setembro, a região do Vale do Taquari já havia registrado enchentes, o que permitiu algum planejamento para a resposta atual. Estabele explicou que há um cronograma para a transição das doenças evitáveis e que o estado conta com quase 150 mil toneladas de materiais e medicamentos para atender a população. A farmácia popular foi restabelecida para garantir o acesso a medicamentos essenciais, como insulina e remédios para hipertensão.

Vacinação e saúde mental: Além do atendimento médico, a vacinação tem sido intensificada, com quase 1,2 milhão de doses de imunizantes disponíveis para a população. A saúde mental também é uma prioridade, considerando o impacto psicológico da catástrofe. Muitas pessoas perderam suas casas e não conseguem identificar seus terrenos, o que exige um programa específico de apoio psicológico.

Este programa de saúde mental é realizado em parceria com estados e municípios, voltado tanto para as pessoas afetadas quanto para os profissionais que atuam na linha de frente, como trabalhadores da saúde e da defesa civil. O objetivo é oferecer suporte emocional e psicológico para todos os envolvidos na recuperação da região.

Entenda melhor

O Rio Grande do Sul enfrenta uma das maiores calamidades naturais de sua história, com enchentes que impactam diretamente a saúde pública e a infraestrutura. A atuação coordenada da Força Nacional do SUS, combinada com campanhas de prevenção e atendimento emergencial, é fundamental para mitigar os efeitos da crise. A situação exige atenção contínua, especialmente no controle de doenças e no suporte à saúde mental da população.

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