As duas mães estavam com 40 semanas de gestação e esperavam por parto normal; famílias alegam demora no parto
Duas mortes de bebês em menos de uma semana na maternidade Dona Francesca Cintra Silva, da Santa Casa de São Carlos, geraram revolta e exigem respostas. As famílias das vítimas relatam negligência médica, enquanto a instituição afirma ter aberto sindicância para investigar os casos.
Casos Semelhantes: Dor e Indignação
Edivaldo Constante Moreira, auxiliar de serviços gerais, descreve o sofrimento da esposa, Franciélida Silva, de 27 anos, que ficou internada por dias com dores antes do parto. A bolsa estourou na quarta-feira, mas o parto só ocorreu na quinta à noite, quando os batimentos cardíacos do bebê já haviam cessado. Um caso semelhante ocorreu com Evelyn Caroline dos Santos, de 25 anos, que também esperou dias internada, mesmo com hipertensão e data prevista para cesariana, antes que a morte do bebê fosse constatada. Segundo a irmã de Evelyn, Taís Fernanda Santos, “faltou atenção”.
Investigação em Andamento: Sindicância e Cremesp
A Santa Casa de São Carlos afirma ter aberto uma sindicância interna e acionado a Comissão de Óbitos para apurar os fatos. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) também instaurou uma sindicância, que pode levar até cinco anos para ser concluída. Embora a Santa Casa tenha reconhecido falhas em protocolos em casos similares no passado, as famílias buscam respostas claras sobre as responsabilidades pelas recentes mortes. A pergunta que fica no ar é: por que as cesarianas não foram realizadas, mesmo com as gestantes sentindo dores e apresentando complicações?
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A dor e a indignação das famílias são compreensíveis. A busca por justiça e esclarecimentos é fundamental para evitar que tragédias como essas se repitam. A transparência nas investigações e a responsabilização dos envolvidos são cruciais para a confiança na instituição e para a segurança das futuras gestantes.



