Um dos detidos é suspeito de integrar uma quadrilha que rouba celulares; o outro roubou o carro de um motorista de aplicativo
Em menos de um mês, Ribeirão Preto registrou duas prisões de colombianos envolvidos em roubos. O primeiro caso envolveu um homem que fazia parte de uma quadrilha especializada em roubar celulares em eventos. Ele foi detido pelo segurança de uma festa após ser reconhecido por três vítimas, que relataram o furto de seus aparelhos. Segundo o segurança, Denner Marks, o colombiano confessou o crime e afirmou ter vindo ao Brasil especificamente para roubar.
Prisões e o contexto legal
O segundo caso envolveu a prisão de outro colombiano após o roubo a um motorista de aplicativo, crime registrado por câmeras de segurança. Em ambos os casos, a polícia não divulgou informações sobre a situação migratória dos envolvidos. A investigação e o processo de expulsão são de responsabilidade do Ministério da Justiça. Vale ressaltar que, desde a criação do Mercosul em 1991, cidadãos sul-americanos não precisam de passaporte para entrar no Brasil, bastando a apresentação de carteira de identidade. Caio Graco Pinheiro, professor de Direito Internacional da USP, explica que estrangeiros que cometem crimes no Brasil são processados, julgados e, se condenados, cumprem pena no país. Após o cumprimento da pena, a expulsão é uma possibilidade.
Direito Internacional e Expulsão
O professor Pinheiro destaca que o processo de expulsão de estrangeiros ilegais pode variar em tempo, indo de meses a anos. Ele também aponta que o Brasil, ao considerar a expulsão, deve levar em conta a possibilidade de violações de direitos humanos no país de origem do indivíduo. No primeiro caso citado, o colombiano pagou fiança e foi liberado. A defesa do segundo colombiano não foi localizada.
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As prisões recentes destacam a complexidade da situação de estrangeiros envolvidos em crimes no Brasil, envolvendo aspectos legais e de direitos humanos que precisam ser considerados em cada caso específico. A falta de informações sobre a situação migratória dos envolvidos deixa em aberto questões sobre o controle migratório e a prevenção de crimes cometidos por estrangeiros.



