Médica Sanitarista afirma que registros elevam sinal de alerta na cidade
Cinco macacos mortos por febre amarela foram encontrados na zona rural de Ribeirão Preto desde o ano passado, elevando o alerta para a doença na cidade. Além dos animais, um homem de 52 anos também faleceu vítima da doença em 2023. A Secretaria de Saúde investiga outros 38 casos suspeitos em animais.
Casos e Preocupações
Para a médica sanitarista Ana Alice Castro e Silva, a situação exige atenção, principalmente para evitar que o ciclo silvestre da febre amarela se torne urbano, contaminando mosquitos Aedes aegypti. Apesar da alta cobertura vacinal (88%, com 93 mil doses aplicadas entre outubro e fevereiro), a procura pela vacina diminuiu recentemente, preocupando as autoridades.
Campanha de Vacinação
A coordenadora do programa de imunização, Maíra Fernanda de Oliveira, relata que a aplicação diária da vacina caiu significativamente, de cerca de 3 mil doses para um número bem menor. Apesar da queda na procura, há doses em estoque disponíveis nas unidades de saúde. O governo federal destinará R$ 390 mil para aquisição de novas doses, reforçando a importância da imunização, mesmo com o vírus silvestre não circulando na cidade.
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Situação Regional
A situação não se limita a Ribeirão Preto. Cidades vizinhas como Jaboticabal e Monte Alto também registraram mortes de macacos por febre amarela, e em Batatais, um trabalhador rural de 36 anos morreu seis dias após apresentar sintomas da doença. A recomendação é procurar as unidades de saúde para verificar a situação da vacinação e se imunizar, garantindo a melhor proteção contra a febre amarela.



