Operação Sevandija já prendeu três chefes de pastas de Ribeirão Preto, por suspeita de participação nos desvios de verba
A operação Sevandija, que investiga um rombo de mais de R$ 203 milhões nos cofres públicos de Ribeirão Preto, continua a colher depoimentos de membros do governo municipal. Nesta semana, a prefeita Darcivera prestou seu segundo depoimento à Procuradoria-Geral do Estado, respondendo a questionamentos dos procuradores por quatro horas.
Depoimentos de Secretários
Na sequência, os secretários de Administração, Guilherme Henrique da Silva, e de Governo, Marcos Berzotti, além de um funcionário da prefeitura, também foram convocados a depor. Guilherme Henrique, que ocupa o cargo desde 2009, compareceu à Polícia Federal pela manhã. Já Marcos Berzotti, secretário de Governo e, desde o início do mês, também responsável pela Casa Civil (substituindo Laíro Loquesi Jr., preso na Operação Sevandija), chegou por volta das 11 horas. Em entrevista à imprensa, Berzotti afirmou desconhecer qualquer irregularidade e se disse surpreso com as acusações, alegando que não tinha conhecimento das fraudes e que sempre considerou a prefeitura como sua empresa.
Ações da Polícia Federal
Questionado sobre a busca e apreensão na Secretaria de Governo, Berzotti informou que a Polícia Federal não entrou no local no dia 1º de setembro, focando apenas no gabinete da prefeita e na Secretaria da Casa Civil. Ele também comentou sobre os secretários presos na operação (Laíro Lucchese Jr., Ângelo Invernizzi e Lopes, e o ex-superintendente da ERP e da CODERP, Marco Antonio dos Santos), afirmando que não participava das articulações políticas do governo, atribuindo essa responsabilidade ao ex-secretário Marco Antonio dos Santos.
Leia também
Desdobramentos da Operação
A operação Sevandija, iniciada em 1º de setembro, já coletou depoimentos de 46 pessoas, indiciou 31 e prendeu 16, sendo que 5 já foram liberadas. O caso segue em investigação, com desdobramentos ainda a serem apurados pela justiça.



