Crime aconteceu em 2018, em Jardinópolis; jovem, a época com 18 anos, foi agredido e ficou dez meses em coma antes de morrer
Donizete Campos foi condenado a 16 anos de prisão em regime fechado pela morte do estudante Rian Augusto Rosa, em Jardinópolis. O julgamento, que durou de 8h às 13h30, ocorreu no fórum da cidade.
O Crime e o Julgamento
Em setembro de 2018, Rian, então com 18 anos, foi espancado na porta de uma escola em Jardinópolis. Após 10 meses internado em estado vegetativo, faleceu em julho de 2019. A assistente de acusação, Sandra Pepporini, afirmou que a condenação por homicídio doloso triplamente qualificado (dolo eventual) foi satisfatória, destacando a apresentação de imagens que mostravam o estado de Rian antes e depois das agressões, até sua morte. O objetivo era demonstrar aos jurados a gravidade das consequências do crime.
A Defesa e o Recurso
A defesa de Donizete Campos, representada pelo advogado Cassiano Figueiredo, alegou que a decisão dos jurados foi dividida e não apresenta provas contundentes da intenção de matar. Por essa razão, a defesa já anunciou que irá recorrer da sentença ao Tribunal de Justiça de São Paulo, buscando anulá-la por considerá-la contrária às provas apresentadas no processo. Donizete Campos permanece preso no Centro de Detenção Provisória de Pontão, onde já respondia por outro homicídio triplamente qualificado.
Outro Acusado
Cabe mencionar que Caiemem de Espinheiro dos Santos, outro acusado pelo crime, está solto desde dezembro de 2019 e seu julgamento ainda não foi marcado. O caso ocorreu em Jardinópolis e foi acompanhado pela reportagem de Ribeirão Preto.
A condenação de Donizete Campos encerra um longo processo judicial, marcando um ponto crucial na busca por justiça pela família de Rian. A decisão, embora contestada pela defesa, representa um desfecho significativo para os envolvidos.



