Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Réger Sena
Uma empresa contratada pela prefeitura de Ribeirão Preto, com um contrato de R$ 2,7 milhões, responsável pela manutenção de parques, praças e córregos, se manifestou sobre as críticas relacionadas ao corte de mato e conservação desses espaços públicos. O proprietário da empresa, que preferiu não se identificar, apresentou documentos e esclarecimentos sobre os valores cobrados e as responsabilidades da empresa, conforme o edital.
Manutenção do Parque Tom Jobim: Um Exemplo
O empresário utilizou o Parque Tom Jobim como exemplo para detalhar as obrigações contratuais. Segundo ele, a empresa é responsável pela limpeza geral do parque, incluindo a coleta de lixo, remoção de árvores caídas e a manutenção dos banheiros, com o fornecimento de todos os produtos necessários. Além disso, o contrato prevê o serviço de corte e recorte da grama, realizado sete vezes ao ano, sempre mediante ordem de serviço da prefeitura. A empresa se compromete a manter três funcionários diariamente no parque para garantir seu bom funcionamento.
Pagamentos e Atrasos
O empresário informou que a empresa funciona em outro endereço há 10 meses e que não atualizou o cadastro. Ele também mencionou que presta serviços para a prefeitura há 15 anos e que o contrato exige a roçada de 360 quilômetros quadrados de mato por ano. O pagamento é feito por metro quadrado roçado, com um valor de 12 centavos, além de uma quantia mensal de R$ 15 mil pela manutenção. O empresário enfatizou que a empresa só recebe pelos serviços executados e que, portanto, não tem interesse em ver a cidade mal cuidada, especialmente por ser morador de Ribeirão Preto. Ele negou que a empresa esteja negligenciando suas responsabilidades, afirmando que trabalha dentro de suas condições financeiras.
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Justificativas e Perspectivas
Sobre o valor total do contrato, o empresário esclareceu que ainda não recebeu os R$ 2,7 milhões. A prefeitura, por sua vez, informou que os pagamentos são realizados seguindo um planejamento cronológico. A empresa justificou o mato alto em parques e praças, alegando que só executa os serviços quando recebe a ordem da prefeitura. O empresário ressaltou que o crescimento acelerado do mato se deve ao grande volume de chuvas e que a empresa está trabalhando para normalizar a situação, com a expectativa de finalizar os cortes em toda a cidade até meados de maio. A prefeitura também atribuiu o problema às chuvas, que teriam comprometido a execução dos serviços.
Apesar dos desafios e atrasos nos pagamentos, a empresa demonstra disposição em cooperar com a prefeitura para resolver a situação e manter os espaços públicos da cidade em boas condições.



