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Dono de falso asilo, que mantinha idosos em cárcere privado, tem prisão preventiva decretada

Carlos Roberto da Cunha mantinha oito pacientes entre 60 e 86 anos em condições precárias na Zona Rural de Patrocínio Paulista
Dono de falso asilo
Carlos Roberto da Cunha mantinha oito pacientes entre 60 e 86 anos em condições precárias na Zona Rural de Patrocínio Paulista

Carlos Roberto da Cunha mantinha oito pacientes entre 60 e 86 anos em condições precárias na Zona Rural de Patrocínio Paulista

O pastor e proprietário de uma clínica clandestina em Patrocínio Paulista teve a prisão preventiva decretada após o Ministério Público descobrir idosos mantidos em condições degradantes no local. Segundo a promotoria, oito pessoas foram encontradas em situação precária de higiene e limpeza dentro de um único alojamento.

Inquérito e flagrante

O promotor Túlio Vinícius Rosa atendeu a uma denúncia e, ao vistoriar o imóvel, encontrou irregularidades graves: idosos sujos de fezes e urina, camas impróprias e o mesmo galpão servindo como dormitório, refeitório e sanitário. As autoridades qualificaram o espaço como insalubre e afirmaram que a clínica funcionava de forma clandestina, sem autorização para receber pacientes.

Acusações, prisões e possíveis penas

O responsável pela unidade foi identificado como o pastor Carlos Roberto da Cunha, 55 anos, cuja prisão preventiva foi decretada. De acordo com a promotoria, ele cobrava entre R$ 600 e R$ 800 por mês das famílias, aproveitando o desespero de quem não encontrava vagas em instituições regulares. Carlos Roberto da Cunha responderá por oito crimes de cárcere privado triplamente qualificado — considerando o funcionamento irregular da clínica, o tempo mínimo de privação de liberdade (mais de 15 dias) e os maus-tratos que causaram danos físicos e psicológicos às vítimas. Somadas, as penas podem chegar a 16 anos de prisão.

O pastor está detido na cadeia pública de Franca e pode ser transferido para uma penitenciária regional. A defesa foi procurada, mas, até o momento, não enviou resposta às solicitações das autoridades.

O caso também acendeu alerta no Conselho Municipal do Idoso. José Rubens Rocha, presidente do órgão, afirmou que a fiscalização fica mais difícil quando as instalações estão em áreas rurais, o que dificulta a identificação e a inspeção de locais irregulares.

As investigações continuam para apurar a extensão dos crimes e identificar eventuais responsabilizações administrativas e civis decorrentes das condições encontradas na clínica.

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