Comerciantes afirmam que o movimento tem caído nos últimos seis meses
A Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Construção (Abramati) divulgou pesquisa que aponta pessimismo no setor. Nenhuma empresa associada demonstrou otimismo com as ações governamentais para a construção civil em agosto de 2018. 61% se mostraram indiferentes e 39% pessimistas.
Cenário de Queda e Retração
O presidente da Abramati, Rodrigo Navarro, destaca anos de perdas no faturamento, mesmo descontando a inflação. De 2015 a 2017, foram registrados números negativos, com queda de 7,2%, 13,5% e 3,2%, respectivamente. Até junho de 2018, a queda foi de apenas 0,4%, mas o cenário ainda é de cautela, segundo Navarro.
José Roberto Biagiotti, dono de uma pequena loja de materiais de construção, relata queda nas vendas há mais de seis meses. Ele aponta a paralisação de obras e a necessidade de incentivos governamentais, como financiamentos mais baratos, para impulsionar o setor.
Visão do Economista e Perspectivas Futuras
O economista José Rita Moreira reconhece a retração de investimentos, mas acredita em mudanças com o avanço da campanha política. Ele destaca os impactos da greve dos caminhoneiros e a disponibilidade de imóveis para locação e venda, fatores que contribuíram para a retração. Moreira acredita que a escolha do próximo governo será crucial para estimular investimentos e gerar um cenário positivo para o setor.
Apesar do cenário desafiador, Moreira observa que alguns segmentos da indústria da construção já iniciam novos investimentos, mostrando uma postura independente do governo. Ele destaca a importância histórica do setor para a geração de empregos e estímulo ao comércio.
Ações da Abramati e Perspectivas para o Setor
A Abramati, além da pesquisa, busca ações conjuntas com outras entidades para pressionar o governo por mais atenção ao setor. O economista finaliza afirmando que o momento de retração pode ser uma oportunidade para investir, garantindo vantagem competitiva na retomada do mercado. A construção civil, por sua importância histórica, deve se recuperar e voltar a ser um motor da economia brasileira.



