Ministério Público investiga novas evidências contra Viviane Emílio, que está presa, e Michel Pierri, que está foragido
Novas evidências surgiram no caso do golpe milionário envolvendo Viviani Boff-Emilho e Michel Sintra, acusados de lesar milhares de pessoas através de um site de compras coletivas sediado em Ribeirão Preto. O Ministério Público (MP) aprofundou as investigações, encontrando mais indícios que reforçam as acusações contra o casal.
Desdobramentos da Investigação na Residência do Casal
Após apreender documentos e computadores na sede da empresa em Ribeirão Preto, o MP realizou buscas na residência do casal, localizada no Jardim Botânico. A ação resultou na descoberta de novas provas, incluindo um comprovante de doação de veículos para uma igreja evangélica da cidade. Segundo o MP, foram doados três carros, totalizando um valor estimado de R$ 800 mil.
Impacto do Golpe e Vítimas Lesadas
De acordo com o promotor de Justiça, Arôldo Costa Filho, o golpe afetou pelo menos 88 mil pessoas, inclusive moradores de outros países. Vítimas relataram ter recebido produtos falsificados ou não ter recebido os produtos adquiridos. Além do crime de estelionato, o casal é acusado de enganar 55 empresas de publicidade que veicularam anúncios de produtos para emagrecimento no site, como o Fick Leve ou o Ben Light, sem receber o pagamento correspondente.
Leia também
Irregularidades na Comercialização de Produtos
O site também comercializava produtos, o que, segundo o promotor, pode ser considerado crime contra a saúde pública. A investigação aponta que o produto para emagrecimento anunciado como Qtosana, era vendido por um valor muito acima do mercado, levantando suspeitas sobre a composição e a legalidade da venda. A Justiça negou o pedido de habeas corpus de Viviane Boff-Emilho, que permanece presa na cadeia feminina de Cajuru. O advogado de Michel Cintra aguarda uma decisão definitiva sobre o pedido de habeas corpus do cliente, que é considerado foragido.
As investigações continuam, buscando esclarecer todos os aspectos do caso e responsabilizar os envolvidos pelas fraudes cometidas.



