Michel Pierri e Viviane Boffi são acusados de não entregar produtos que vendiam pela internet
O Ministério Público entregou à 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto o relatório final do caso envolvendo Viviane Boff, Emilio Michel P. R. Sintra e outras quatro pessoas. O documento, com quase 300 páginas, acusa os envolvidos por estelionato, falsidade ideológica, formação de quadrilha, organização criminosa, crime contra a relação de consumo e lavagem de dinheiro.
Prisões e Fuga
Viviane Boff está presa preventivamente desde setembro de 2015. Sintra, após permanecer foragido por um ano, foi preso no Paraná em outubro de 2022, enquanto tentava fugir para o exterior. Investigações apontam que ele transferiu dólares para uma conta da mãe dele no exterior, com o objetivo de financiar sua fuga. O Ministério Público investiga a origem e localização desse dinheiro, tendo acesso a e-mails que mostram Sintra buscando informações sobre como permanecer ilegalmente na Argentina antes de seguir para outro país.
Esconderijo de Dinheiro e Coação
Depoimentos de uma empregada doméstica de Sintra revelaram que o casal escondia dinheiro em casa (sofás, paredes falsas) e em contas de laranjas. A empregada recebeu R$ 283 mil em sua conta, e o promotor acredita que esse método era usado para coagir funcionários e evitar que as fraudes fossem descobertas. A promotoria afirma que esse procedimento visava manter os funcionários temerosos e silenciados.
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Alegações Finais e Próximos Passos
Após a apresentação das alegações finais do Ministério Público, a defesa de Sintra e Viviane deverá apresentar seus argumentos. O advogado de Sintra nega as acusações de contas no exterior e de planejar fugir para o Chile. A advogada de Viviane afirma que o processo corre em sigilo e aguarda a decisão final da justiça. A sentença será proferida pelo juiz Lucio Alberto Enneias da Silva Ferreira.



