Jogador perdeu espaço com técnico Márcio Zanardi e preferiu deixar o Tricolor para assinar até final de 2026 com time alagoano
Saiu a notícia que muitos esperavam: Douglas Bajo deixou o Botafogo. A decisão, embora possa surpreender alguns, é resultado de uma série de fatores que vinham se acumulando ao longo da temporada.
Declínio no Botafogo
Desde o início do ano, Bajo vinha perdendo espaço no time titular. No Paulistão, começou como reserva e, mesmo reconquistando sua posição, voltou ao banco de reservas após lesões e problemas físicos. Na Série B, a situação se agravou, com Bajo frequentemente fora da equipe principal, mesmo recuperado de uma lesão na faceta plantar. A concorrência com jogadores como Géfé Sounen, que desempenha funções mais amplas em campo, e Leandro Marcial, também contribuiu para sua marginalização.
A Proposta do CRB e a Negociação
A proposta do CRB surgiu em meio a essa situação. O clube alagoano, precisando reforçar seu ataque após as saídas de Anselmo Ramon e Leo Pereira, viu em Bajo uma oportunidade. Inicialmente, as conversas não avançaram, mas Bajo, insatisfeito com sua situação no Botafogo e com contrato se encerrando em novembro, procurou a diretoria para formalizar sua saída. Um acordo foi fechado, com o CRB pagando uma compensação financeira ao Botafogo. Bajo assinará em definitivo com o CRB até o final de 2026.
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Futuro do Botafogo
A saída de Bajo abre espaço no elenco e no orçamento do Botafogo. Com a janela de transferências se encerrando em breve, o clube não deverá fazer novas contratações imediatamente. A próxima janela, porém, permitirá que o Botafogo busque reforços para o ataque ou meio-campo, dependendo da estratégia do técnico Marcio Zanardi. A liberação de Bajo, apesar de sua qualidade indiscutível, parece uma decisão estratégica do Botafogo, considerando seu baixo aproveitamento recente e a necessidade de adequar o elenco ao estilo de jogo da equipe. A falta que Bajo fará dependerá, portanto, da capacidade do Botafogo em encontrar uma reposição adequada.



