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Dourados (MS) é a primeira cidade do Brasil a iniciar vacinação contra a dengue

Imunizante, nomeado de QDenga, foi incorporado ao SUS, mas ainda não há produção em larga escala; Rodrigo Stábeli comenta
vacinação contra dengue
Imunizante, nomeado de QDenga, foi incorporado ao SUS, mas ainda não há produção em larga escala; Rodrigo Stábeli comenta

Imunizante, nomeado de QDenga, foi incorporado ao SUS, mas ainda não há produção em larga escala; Rodrigo Stábeli comenta

Nesta sexta-feira, conversamos com Rodrigo Estábile, pesquisador titular da Fiocruz, sobre a vacina Qdenga contra a dengue. A vacinação começou em Dourados, Mato Grosso do Sul, como estudo de segurança e eficiência, com 300 mil doses para 150 mil pessoas (considerando a dose de reforço após 60 dias).

Vacinação em Dourados e Expectativas para Ribeirão Preto

O estudo em Dourados, realizado em parceria com a prefeitura e o pesquisador Dr. Júlio Croda, fornecerá dados científicos importantes para a expansão da vacinação pelo país. Ribeirão Preto, com altos índices de dengue em 2022 (11.262 casos e 8 óbitos), espera a chegada da vacina, mas a produção atual é limitada.

Desafios e Prevenção

A produção da vacina pela empresa Taqueda não supre a demanda nacional (80 a 90 milhões de brasileiros na faixa etária aprovada pela Anvisa). O Ministério da Saúde adquiriu 3,6 milhões de doses, insuficientes para a população. Por isso, a prevenção por meio da eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti continua crucial. O mosquito tem alcance limitado (50 a 150 metros), então a ação individual em cada casa é fundamental.

A Vacina Qdenga e seus Efeitos

A vacina Qdenga protege contra os quatro sorotipos da dengue, porém com eficácia variável. É mais eficiente contra os tipos 1 e 2, menos contra os tipos 3 e 4. A epidemia de 2022 foi causada pelo tipo 2, tornando a vacinação preventiva contra esse sorotipo importante. A dengue tipo 3, ausente por 15 anos, voltou a circular no Brasil, exigindo atenção. Como a vacina não protege contra zika e chikungunya, a eliminação de focos do mosquito permanece essencial.

Apesar da boa notícia da incorporação da vacina no SUS e do potencial do Brasil em produzir vacinas, a quantidade disponível é limitada. A parceria público-privada com a Fiocruz e o Butantan é uma possibilidade para aumentar a produção nacional e reduzir a dependência de importações. A prevenção individual, combinada com a expectativa de maior produção da vacina, é a melhor estratégia para combater a dengue.

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